Poemas, Contos, Crônicas... Este “silo de armazenamento” não estoca o lirismo, mas o distribui, em forma de poemas, ao consumo de ávidos(as) pela doçura da vida!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
CRUZ E SOUSA - O SIMBOLISTA BRASILEIRO
João da Cruz
e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861 no povoado Nossa Senhora do Desterro, atual
Florianópolis, Santa Catarina. Filho de escravos alforriados, quando menino, ficou sob tutela do marechal Guilherme Xavier de Sousa - adotando o nome Sousa. Junto à família, o infante João recebeu uma educação das mais refinadas, orientada pela esposa de
Guilherme. O casal não tendo filhos, Clarinda Fagundes Xavier de Sousa passou
a proteger e a cuidar da educação de João que estudou francês, latim e grego.
CRUZ E SOUSA
IN MEMORIAM
terça-feira, 24 de novembro de 2020
O CISNE NEGRO – NOSSO POETA SIMBOLISTA
Vinte e quatro de novembro, ao Olimpo, mais um membro é recebido com glória! Mais um deus que se introduz e, em homenagem ao Cruz, dá-se em luz outra alvorada rosicler à poesia. Nasce a aurora em novo dia de luz ao Cruz e às musas que vêm na assinalada figura, o “louco da imortal loucura”, um guia ou fiel soldado do Simbolismo que induz, talvez, por glória do Cruz à perpetuação da Escola Simbolista no Brasil para felicidade dos poetas coevos de língua portuguesa, como António Nobre, em Portugal, e dos vindouros artistas da poesia.
O ASSINALADO
Autor: Cruz e Sousa
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu'alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco...
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Há outra postagem anterior sobre Cruz e Sousa em:
https://silolirico.blogspot.com/2016/11/cruz-e-souza-o-simbolista-brasileiro.html
O POETA
AUTOR: Laerte Tavares
És o imortal da imortal poesia
Que permanece aqui bem viva e forte!
Tua obra eternizou-se, de tal sorte,
Que ela te eterniza em mesma via.
Via da luz que, às almas, alumia
Como um farol a dar ao nauta o norte
E ao Simbolismo, esse eterno suporte
Canônico modelo, que é um guia.
A tua poesia é arte pura
Que encanta, que deleita e transfigura
A alma humana, pois, do ser mortal.
E a tua prosa é tão maravilhosa
Que quando nossa alma a sente, goza
De grande enlevo, o mais transcendental.
Novo livro de poemas:
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
MUSEU HISTÓRICO DE SANTA CATARINA
Como um
brinquedo de fada
Ou palácio
de brinquedo,
Frente à igreja
e ao arvoredo,
Há a linda
casa rosada.
Governantes
da sacada,
Falaram, ergueram o dedo...
Muitos
deixaram o segredo
Falar, sem
dizer nada.
Hoje o
palácio é, por lei,
Só da
cultura. Venceu
A arte em definitivo.
Ali, seu
único rei
É um poeta,
e o seu
Legado é um
ativo.




