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sexta-feira, 31 de maio de 2019

FESTAS AO DIVINO ESPÍRITO SANTO NO LITORAL DE SANTA CATARINA

COROA, CETRO E SALVA  DA FESTA DO DIVINO

A coroa, o cetro e a salva simbolizam a responsabilidade e o compromisso do festeiro com o culto. Na ponta do cetro há uma pomba que representa o Espírito Santo, a paz, o amor e a humildade.

Hoje, os cristãos da religião católica comemoram a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos – a festas de Pentecostes, que corresponde os cinquenta dias depois do domingo de Páscoa, quando é aberto o Ciclo das Festas do Divino Espírito Santo em diversas cidades do litoral de Santa Catarina, para onde vieram os portugueses açorianos e trouxeram com eles a tradição da Festa do Divino que se enraizou em terras catarinenses com muito êxito à fé e à devoção ao Deus da Trindade Santa. Em Florianópolis, a festa já é celebrada há duzentos e quarenta e três anos, sendo o evento de maior tradição.    


DIVINO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é luz!

É Deus da Trindade Santa

Da sabedoria, tanta

Quanto a fé a quem faz jus

Ao saber que a mente induz

Como uma graça divina.

E, em Santa Catarina

O Espírito Santo é amor!

Sua Luz Superior

A nossa gente ilumina.


Contam de uma rainha

Portuguesa – a Isabel,

Que ao ver disputa cruel

De pai e filho, sozinha

Procurou ver se detinha

A guerra entre o seu marido

E ele, um ser atrevido 

E rebelde. Em desatino,

Isabel pede ao Divino

A paz e o amor devido.


Fez a promessa ao Divino

Que se  eles fizessem às pazes

E se tornassem capazes

De terem por rumo e tino,

O amor, faria um menino

De imperador triunfal

Do Divino, em Portugal,

Doando a sua coroa

A um infante ou à pessoa

Destinada ao ritual.


Entendendo-se pai e filho

Em união pela paz,

Isabel, pois, cumpre e faz

Sem entrave ou empecilho,

Que tudo seguisse o trilho

Do seu plano de promessa,

E deu uma ordem expressa

Para a coroa dispor

Ao futuro Imperador,

E que a fizessem a remessa.


Depois, Rainha Isabel 

Remeteu como presente,

Cetro e coroa à gente

Açoriana fiel

Ao Divino, no papel

De colonizadores

Das nove ilhas de Açores.

Sendo cumprida a missão

Prosseguiu a tradição

Conforme as anteriores.


E assim, já passados anos

A mesma festa ao Divino

Teve o Brasil por destino

Junto dos açorianos

Com sagrados e profanos

Costumes de tradição,

Mas aqui, a religião

Católica foi propagada

Como paixão, mais que nada,

A Deus, à pátria e à nação.

E a rainha Isabel 

Muito pouco é recordada,

Porém foi canonizada 

Por rainha no papel 

De beata e ser fiel 

Ao Espírito Santo 

Ao ter-lhe ajudado tanto 

À paz entre os dois reinados 

De pai e filho. São dados

A registrar, no entanto.   








segunda-feira, 6 de maio de 2019

NOSSO ARTISTA MAIOR, RODRIGO DE HARO COMEMORA HOJE 80 ANOS - PARABÉNS!


O grande artista florianopolitano nascido em Paris, Rodrigo de Haro, comemora hoje o seu octogésimo ano de existência e arte. Sim, de arte, pois nasceu no meio efervescente da arte pictórica; filho do renomado artista Martinho de Haro, que sendo ganhador de prêmio em concurso para estágio em pintura, o catarinense foi aperfeiçoar seus conhecimentos na França e durante esse período  nasceu Rodrigo, que além de excelente pintor é também poeta e escritor, titular da Cadeira 35 da Academia Catarinense de Letras, com diversas obras literárias editadas.
Para homenagear esse artista multifacetado, meu fraterno amigo, compus um pequeno poema que aqui publico. Exponho também, com sua permissão, algumas imagens das obras do mestre, as quais tive o privilégio de acompanhar as produções quando o visitava em sua residência e ateliê – obras ainda não completamente prontas, mas em estágio final de acabamento, portanto antes da assinatura do artista. Espero que gostem.



RODRIGO DE HARO
Autor: Laerte Tavares

Almas de artistas têm luzes fulgentes
De ondas que brilham em universo raro!
E tu, Rodrigo Antônio de Haro,
Tens luz na alma tal divinos entes,
Para criar obras tão excelentes
À humanidade. Tuas lavras são
De um encantamento tão mágico quão
A tua alma de beleza tanta
Quanto a nobreza do ser que encanta
Pela doçura do teu coração.

Triunfal, chegas aos oitenta anos
Com um arsenal em obras de arte pura,
Quer pictórica, de literatura,
Em imagens ternas de luzes e arcanos
Que reafirmam teus dotes humanos
Alicerçados  na iluminação
De um assinalado, como os santos são.
Tens a aura áurea mística e mista
De ente divino e do humano humanista
Com alma augusta e doce coração.

Aqui registro nossos cumprimentos
E gratidão pela tua partilha
Inestimável a nós, ao mundo, à ilha,
Em cabedal sublime de elementos
Que ao panteon da glória têm assentos,
A enaltecer tua vida e memória,
Cuja existência marca a nossa história.
Muito obrigado, Rodrigo de Haro!
Dentre imortais és imortal preclaro
Pela notoriedade tão notória!