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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MEIO AMBIENTE - IMPONÊNCIA MAJESTOSA

FOTO: MARCOS LASER - SITE "DE BIKE PELA ILHA"



IMPONÊNCIA MAJESTOSA

Ilha, a lembrar paraíso...
Quando se vê, imponente
Esta ave ao piso assente
Da ciclovia – em seu piso.

Porém o ar convulsivo
 Do dia a dia fremente,
Paira em nossa fria mente
Como exceção - qual motivo?...

Lindo, preservar o meio!...
É tão bonito um passeio
Em presença de animais!...

Que seja o homem o esteio
Desta luta. Eu receio
Os “bichos” racionais!

VEJA VÍDEO: 
 https://www.youtube.com/watch?v=O27W5sYxFzI

sábado, 7 de outubro de 2017

REFLEXÕES DA ALMA



      DEUS CHRONOS                                                                                    DEUS KAIRÓS



Para que serve o tempo em sua inexorabilidade
Mais fria que a lâmina do punhal assassino erguido
Sobre o peito de um cristão caído?
Será cravado sem piedade – assim como o tempo passa.

Para que serve o rubor e a beleza da rosa-rubra, que entregue às mãos da amada de olhos longos e atentos, ao aspirar o doce aroma, irá murchar, e sucumbirá?

Para que serve a estrela da manhã anunciando a aurora?
Ela é eterna, mas está no céu, e a nós é inatingível.

E a lua airosa, para que serve, se tal como a estrela não podemos tocá-la?

Será o céu uma ideia apenas, no campo das hipóteses?

Para que serve a fonte fresca, na qual se banham ninfas, se eu em vão, tenho-as procurado e nunca as encontro, bem como, nem sede sinto para a mitigar?

Para que servem as palavras dos profetas e sábios que dizem serem eternas?

Para que servem os beijos da minha bem-amada? Para que serve o vinho: o vinho que me faz esquecer que a vida não vale nada? 

Não valer nada?!... Duas negações formam uma afirmação - assim disse o mestre que eu abandonei. A vida vale tudo? Mas vale tudo o quê? 

O tempo?...

Para que serve o tempo? Ah, não o vejo, porém sinto ser ele, dois elementos:

O tempo de “Chronos” poderá passar ao largo, esse que às vezes nos oprime com seu peso, mas “kairós”, a intensidade do tempo que muitas vezes representa gozos, regozijo e sonho, é precioso.

De ambos faço a pedra angular sobre a qual ergo as colunas da edificação de meus sonhos, apontando aos céus, e mesmo que o tempo seja inexorável ao passar, devo nele embarcar, e na viagem, realizar meus sonhos.

E o rubor da rubra rosa, para que serve?
Será esplendoroso, ante o esplendor dos olhos longos e ternos da minha bem-amada, detidos por longuíssimo tempo, antes de ceder à sofreguidão minha pela espera de seus lábios mornos virem tocar-me a face. Ah, esse beijo ficará eterno na memória deste romântico e sonhador.

E a estrela da manhã?...

Devo deter meus olhos na doce aragem do frescor da atmosfera em brisa úmida, ao mirar a estrela acesa até que a alvorada a apague com os primeiros raios de sol a ofuscar meus olhos, forçando-me a olhar o horizonte oposto e avistar a vida despertando.

Ver a luz retirar as sombras da atmosfera, e decompondo-se a formar os matizes mais diversos, e os tons em amarelo ouro  que irão dourar-me a memória com esta manhã tão bela.

A estrela modelará meus sonhos para que em dias futuros, a doçura e a ternura da brisa daquela manhã já distante, sejam-me, no futuro, um presente do passado, no presente.

E as palavras de sábios, filósofos e profetas?

Servem para modular as minhas palavras e enaltecer a alma em sentimentos de gratidão.

Com o agigantamento da alma, tudo serve, tudo está perfeito e vale à pena enfrentar percalços para viver a grandiosidade da humana vida.