Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Dia de atenção à Língua Pátria, “a última flor do Lácio, inculta e bela”. Se assim Olavo Bilac a rotulou, foi por ser derivada do latim, como tantas outras, porém a língua de origem era muito mais “culta” a exemplo das elocuções do grande tribuno romano Cícero, ricas em palavras e termos eruditos.
O idioma é uma identidade que portamos na língua. Até pelo sotaque ou dialeto o indivíduo apresenta características da naturalidade regional.
Mas nossa língua é extraordinariamente linda e rica em nuances que não nos damos conta ou pouco pensamos nesses detalhes, como os trava-línguas, os palíndromos e capicuas – “o pelo do pé do padre Pedro é preto”; “a cara rajada da jararaca”; “13231”.
Nossos ditados populares são maravilhosos também – “quem vê a barda do vizinho arder que ponha a sua de molho.”; “não há quem faça mal ao seu vizinho que o seu mal não venha a caminho.”
E a cacofonia ou os cacófatos, então! Formam até palavras pornográficas horripilantes – “o cheiro que o mofo deu.”; “eunuco do faraó”.
As palavras pouco usuais também são filões de riquezas linguísticas:
Quejando – pronome indefinido = que tem a mesma qualidade que tal; tal qual.
Falerno – vinho antigo italiano citado por Horácio – sinônimo de bom vinho.
Agudizar – tornar agudo.
Tudo isso posto, podemos afirmar que a nossa amada Língua Portuguesa é riquíssima em detalhas e pode até ser inculta, porém que é bela, não nos resta a menor dúvida.
Compus um soneto para homenagear a nossa estimada Língua Pátria, símbolo do Brasil tal ao Hino Nacional e o Pendão Brasileiro.