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terça-feira, 11 de agosto de 2026

MEU ANIVERSÁRIO NATALÍCIO

 MEU ANIVERSÁRIO NATALÍCIO 

 

         Se “o homem é uma vaidade sobre um par de pernas” (Lawrence George Durrell), a serpente do envaidecimento picou-me o calcanhar. Mesmo dando lugar modesto ao ufanismo, tenho a obrigação de dividir, com amigos, meu contentamento pelos oitenta e quatro anos decorridos de meu nascimento e homenagens tantas recebidas de amigos, como a prosa poética do ilustre confrade de nossa centenária Academia Catarinense de Letras, o médico e canônico escritor Luiz Alberto, que me presenteou com um belíssimo Acróstico:

“...no eco de uma voz amiga ou na ternura de uma mão que se estende, está a essência do que nos torna verdadeiramente humanos.” Da obra “Mensageiro de Sonhos.” – Luiz Alberto Silveira


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“LAERTE TAVARES 

Parabéns, meu amig0.

Acróstico 

Lavra a palavra como quem semeia eternidades, fazendo da literatura território onde a memória encontra morada e a sensibilidade se transforma em legado. /

Acadêmico por mérito e escritor por vocação, encontra na Cadeira 16 da Academia Catarinense de Letras o lugar onde sua voz se irmana às vozes que escreveram a história cultural de Santa Catarina. /

Entre livros, lembranças e silêncios, constrói sua obra com a matéria delicada das palavras, essas pequenas asas capazes de transportar o pensamento para além do tempo. /

Reside em sua escrita a inquietude de quem sabe que escrever é conversar com o presente, interrogar o passado e deixar alguma luz para o futuro. /

Tece frases como quem entrelaça fios de memória, fazendo de cada página uma janela aberta para os horizontes infinitos da imaginação. /

Escrever, para Laerte, parece ser mais que ofício: é permanência, travessia e testemunho, porque o escritor parte de si para encontrar, pela palavra, a universalidade do humano. /

Traz consigo, ao ocupar a Cadeira 16, não apenas a distinção acadêmica, mas o compromisso de preservar a língua, celebrar a literatura e acrescentar sua própria voz à memória catarinense. /

A Academia acolhe em suas cadeiras homens e mulheres que fizeram da palavra destino, e Laerte inscreve-se nessa linhagem como quem sabe que toda obra verdadeira nasce do encontro entre talento, sensibilidade e tempo. /

Vive o escritor muitas vidas dentro de uma só, pois cada personagem, lembrança, ideia ou página lhe oferece outra maneira de atravessar o mundo e compreender seus mistérios. /

Ao longo de sua caminhada literária, transforma experiências em palavras e palavras em pontes, aproximando tempos, pessoas e sentimentos sob o mesmo céu da literatura. /

Resta ao escritor o privilégio de desafiar a fugacidade dos dias, porque aquilo que a vida leva a literatura recolhe, aquilo que o tempo silencia a palavra novamente pronuncia. /

Eis a grandeza de pertencer a uma Academia de Letras: compreender que uma cadeira não é apenas assento de honra, mas lugar de memória, responsabilidade e continuidade. /

Segue, pois, LAERTE TAVARES, escritor e Acadêmico da Cadeira 16, fazendo da palavra sua companheira de jornada e deixando nas páginas da literatura catarinense aquilo que somente os escritores conseguem deixar — a presença depois da passagem, a voz depois do silêncio e a memória depois do tempo. // “(Luiz Alberto)

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