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sábado, 21 de maio de 2022

PROFECIA

 

IMAGEM FONTE INTERNET


Profecia


O que viu Dom Bosco?

    Para não dizerem que eu não faço nada, irei fazer a minha profecia: O QUE VIU DOM BOSCO. Eis:
    Quando adolescente fui estudante em um colégio Salesiano, no regime de internato, e o tempo inteiro vivíamos sob a batuta dos padres dessa Congregação Salesiana instituída pelo italiano Dom Bosco. Além do latim e outras línguas, estudávamos as matérias científicas e as de conhecimentos gerais. Dado o tempo integral, nos recreios prevaleciam os esportes e os indivíduos, em grupinhos, contavam piadas e histórias de todos os matizes. Mas, a história que mais me marcou foi a do Pecado Mortal (apelido de um menino da turma, por ser o mais carola ou beato, porém forte e valente a impor respeito, possível requisito a ser escalado pelos padres para tocar o sino nos horários determinados às nossas obrigações diárias).
    O Pecado Mortal, de olhos azuis incisivos e penetrantes, qual nome germânico não recordo, contava-nos que em um dos sonhos proféticos de Dom Bosco apareceu-lhe certo anjo representado em rapaz moderno muito elegante e educado que o conduziu, em sonho, por toda a América do Sul, entrando pelo Extremo Sul da Patagônia e subindo em direção à linha do Equador. Detiveram-se, porém, no Planalto Central do Brasil, quando lhe disse o moço – esta é a terra prometida como a Capital do Mundo para onde Deus mandará um Anjo Guerreiro, não sendo Miguel Arcanjo, o qual com sua espada consagrada baterá no chão e dele brotará mel para suprir as Nações da Terra que o solicitarem ao Brasil!
    Coincidentemente, na época em que ouvimos tal história estavam construindo Brasília em pleno Planalto Central do Brasil, hoje Capital Federal; e o menino narrador dizia-nos ter ouvido de nosso confessor, um padre alemão, velhinho, que na Segunda Guerra Mundial serviu como capelão no Exército nazista, que o lugar profetizado por Dom Bosco seria Brasília. Aquela história calou fundo na memória deste adolescente envelhecido, tanto, que nunca a esqueci. O tempo passou e a historinha da carochinha ou do Pecado Mortal ficou-me ridicularizada em lugar modesto do cérebro.
    Agora, acendeu-me o sinal de alerta. Depois de lembrar que Deus é brasileiro, segundo à crença, e de um jogador de futebol confirmar que jogou na terra de Jesus, Belém (do Pará), li uma crônica que dizia ser o Brasil o país dos homens deslumbrantes. Aqueles que por seus encantamentos deslumbram o mundo. Isso, desde os indígenas componentes da formação do Exército Brasileiro, que por seus atos de bravuras pasmaram o mundo. Vem depois, José Bonifácio, estadista, poeta e conselheiro do Príncipe Regente no Brasil Império. Dom Pedro II, um intelectual de escol que deslumbrou os quatro cantos da Terra; Barão do Rio Branco, diplomata – indivíduo que negociou as demarcações de nossas fronteiras, amigavelmente, com os vizinhos, sem conflito algum; Rui Barbosa, o intelectual baiano que sustentou, em língua inglesa, na Corte Internacional de Haia, a tese da força da lei prevalecer sobre o direito da força, e venceu em favor do Brasil, com a tese da força da lei. Também, Osvaldo Aranha, ex-presidente da ONU – estadista maior que em assunto espinhoso prevaleceu o seu conceito de direito, mediando conflitos entre povos e criando o Território de Israel; o padre voador Bartolomeu de Gusmão e Alberto Santos Dumont, dois inventores extraordinários, cada um no seu tempo. Para pessoas da minha época exemplifico com os astros brasileiros: Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, meu inesquecível ídolo paranaense – o Anjo de Hamburgo, heroína que durante a Segunda Guerra Mundial conseguiu salvar diversos Judeus das garras nazistas e encaminhá-los para o Brasil, Pátria acolhedora; Tom Jobim, compondo músicas a deixar os estrangeiros com água na boca; Pelé que encantou o mundo do esporte; Fittipaldi e Ayrton Sena, dois ases do volante que deixaram o mundo de boca aberta. Grandes foram esses brasileiros que encantaram o mundo e que orgulham a Nação Brasileira por suas competências e altivez.
    – E, o sonho, amigo?
    – Ah, o sonho...
    Comecei a pensar no maluco de relho em punho e erguido, imitando Cristo, a expulsar os vendilhões do templo. Não vou dar o nome do messias para não me comprometer, mas o sargentão, casca-grossa ou pelo duro, não teme o diabo tal a São Miguel Arcanjo que o derribou. Já imaginaram se o maluco vence o capeta e bota o feio de acne mandando em São Paulo? São Pedro há de olhar lá de cima e não crer. E se o feio fizer bonito e tomar o lugar do maluco nas próximas de 2025?... Irá jorrar mel em Brasília – venda de alimentos para o resto do mundo, visto que o país dos irmãos do norte, dado o atual presidente que tem, está crescendo como cola de cavalo; os de olhos fechados que começaram a abri-los agora, já comem da mão do Brasil... E, guerra nuclear, já era. Os homens estão chegando para abortar qualquer tentativa nesse sentido que desestabilize o nosso sistema solar, para não interferir no equilíbrio do sistema estelar deles. A minha profecia é que temos o maluco, do qual daqui a algum tempo, dirão ter sido ele o redentor que plantou para, em época futura, estar o Brasil a alimentar o Planeta Terra. E agora, dada a alta demanda de alimentos no mundo, com a FAO solicitando que o Brasil produza-os mais; e com Elon Musk no seu foguete espacial na cauda do Brasil, quem sabe se o país decolará rumo ao desenvolvimento pleno. E, o maluco, será o redentor?

Duzentos anos de Independência - Hino
(presente enviado por meu dileto amigo Maestro Zezinho)

quinta-feira, 5 de maio de 2022

CINCO DE MAIO – DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

IMAGEM WEB

“Inculta e bela”, doce língua de diversos

Povos que a falam com muita altivez.  

Língua amada do povo português,  

Como Camões, que a usou em vários versos. 

                               

Homenagem ao Dia Mundial da Língua Portuguesa e a Olavo Bilac:


LÍNGUA PORTUGUESA

                                Olavo Bilac


Última flor do Lácio, inculta e bela,

És, a um tempo, esplendor e sepultura:

Ouro nativo, que na ganga impura

A bruta mina entre os cascalhos vela...


Amo-te assim, desconhecida e obscura,

Tuba de alto clangor, lira singela,

Que tens o trom e o silvo da procela

E o arrolo da saudade e da ternura!


Amo o teu viço agreste e o teu aroma

De virgens selvas e de oceano largo!

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,


Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"

E em que Camões chorou, no exílio amargo,

O gênio sem ventura e o amor sem brilho!