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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

ÁTILA ALCIDES RAMOS – O ARTISTA




    Este espaço está no momento a guinar em direção à cultura da Ilha d’ídílios, por oportunidade dos ventos favoráveis a tantos interesses nos resgates da nossa rica História. Referi-me ao Rodrigo de Haro e ora, irei me referir a outro grande artista de nossa terra, o engenheiro e historiador ilhéu Átila Alcides Ramos, meu amigo fraterno que, além do mais, é pintor. Átila estuda quatro vertentes específicas da história da Ilha de Santa Catarina – Carnaval, cinema, saneamento básico e sobre a vida marinheira dos habitantes.

No livro CINEMA DE FLORIANÓPOLIS, Átila narra que no dia 28 de dezembro 1895, no Salon des Indiens do Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris, acontecia a primeira apresentação pública oficial do cinematógrafo. E na Ilha de Santa Catarina, em 21 de julho de 1900, houve a primeira apresentação dessa arte (da internet à caravela há distância...) e, em 1908 é inaugurado o primeiro cine com exibição de Figarot da ópera de Rossini, O Barbeiro de Sevilha. Depois disso, o cinematógrafo tornou-se familiar na Capital Catarinense.

Ora, decorreremos sobre vocação marítima da Ilha e o seu desenvolvimento pela navegação, pois “quem puxa aos seus não degenera” – dizia minha mãe que “nasceu analfabeta” e se alfabetizou. Assim, a ilha dos silvícolas marinheiros que ganhou o reforço dos marujos portugueses não poderia ter destino mais glorioso do que o mar e portos de grandes e famosos navegadores antigos.

Ao empreendedorismo moderno, recebemos o sangue alemão de  Brandemburgo, na pessoa de Carl Franz Albert Hoepcke que chegou a Blumenau em 1863, e evoluindo comercial e economicamente, estabeleceu-se em Florianópolis onde constituiu um império terrestre e marítimo. Quando o mundo começou a usar a máquina a vapor, nossa ilha também a usava nos navios do senhor Hoepcke que armou uma extraordinária frota de navios mercantes e de passageiros.

Átila reproduziu essas embarcações em acrílico sobre tela e os descreve com maestria, cujas fotografias das obras que os representam, aqui postamos para ilustrar o quanto esta ilha sempre foi pujante.

E para não afastarmos o lado literário, fica também um pequeno poema: 



MAR D’IDÍLIOS 


Tu que nasceste no mar,

Ó ilha, és marinheira.

Mas lembra: estás à beira

Do continente, o teu lar.


A terra foi teu lugar

De construção – na carreira

Do estaleiro, à maneira   

Destinada a navegar.


E sendo de almas iguais

Teus povos; com ideais

Afins à navegação,


Silvícolas e portugueses

Fizeram o mar, muitas vezes,

De pátria, pois dele são.






LIVRO DO ARTISTA ÁTILA



ÁTILA RAMOS - NAVIO CARL HOEPCKE  


ÁTILA RAMOS - NAVIO ANA - NA CARREIRA 
DO ESTALEIRO ARATACA 


ÁTILA RAMOS - NAVIO ANA - NA CARREIRA 
DO ESTALEIRO ARATACA


ÁTILA RAMOS - NAVIO META
 SINGRANDO EM PARANAGUÁ - PARANÁ


ÁTILA RAMOS - NAVIO MAX 
- EM LAGUNA / SANTA CATARINA


FOTO DO CAIS E ESTALEIRO ARATACA 
DE PROPRIEDADE DA HOEPCKE 


FOTO DE CARL FRANNZ ALBERT HOEPCKE 
 

FOTO DO NAVIO CARL HOEPCKE  


 EIS O ARTISTA - ÁTILA  RAMOS


Átila Ramos junto a pintura de sua autoria.