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terça-feira, 27 de outubro de 2020

CÂNTICO HOMENAGEANDO OS CEM ANOS DA ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS


Selo comemorativo aos cem anos da ACL

     Comoveu-me o grande maestro José Ribeiro, o popular Zezinho, que ao ler em meu blog literário os modestos versos que fiz enaltecendo nossa Academia Catarinense de Letras, ele compôs daquilo um excelente canto em homenagem aos cem anos de nossa academia, depois de me pedir licença para introduzir um refrão à letra.


Salve a nossa Academia!

Sodalício, eu me comovo

Sentindo-te glória do povo 

Que em popular cantoria

Canta com muita alegria

Um canto feito ao teu feito

Cantado com amor e o jeito

Do jeito que o povo sente

O teu sentido de ser

Do povo e a parecer

Com ele, evidentemente! 

Autor: Laerte Tavares


 

Cântico à ACL

Música: Maestro José Ribeiro - Zezinho e Josué Costa
Banda Stagium 10 Letra: Laerte Tavares Editora: Mayara Brognoli.








terça-feira, 6 de outubro de 2020

CENTENÁRIO DA ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS

 



ACL - Cântico ao centenário 




Ah, outubro... Ah, outubro, o matiz rubro em nuança ao meio-tom verniz, na primavera, faz-me mais feliz com a cor da flor-de-lis pelo que a augusta flor me diz simbolizar as letras acadêmicas. E, em incandescente e rutilante brilho, as cores que há nos lírios, nas dálias e nos girassóis ladeiam um caminho ao dia trinta de outubro, data em que a Academia Catarinense de Letras completará cem anos de existência.

Aqui exaro minha exaltação à ACL e a confissão de que, sensibilizado, sinto orgulho pela glória de nossa Academia centenária. Alguns poderão julgar tempo irrisório, ante as idades de outras Arcádias do velho mundo, mas creiam: cem anos à tradição da literatura brasileira é bastante para me comover por tanto regozijo; e quero dividir essa alegria com todo(a)s o(a)s amigo(a)s leitores, sendo eu um dos membros, na Cadeira 16, desse Egrégio Sodalício que me faz honrado e tomado de responsabilidade na produção literária, pelo compromisso que me cabe em fazer jus ao galardão que me foi conferido, na tradição daqueles que nele nos antecederam e se empenharam para passar tão importante legado a que pudéssemos estar a comemorar tão auspiciosa data. Deus seja louvado! 

Casa José Boiteux – A soberba Casa José Boiteux, / É um templo erguido à vida acadêmica, / Cuja primeira matéria sistêmica / Foi o comércio. E ora, está à mercê / Das instituições que a lei prevê / Ser de interesse à história, à cultura / E ao mestre Boiteux, que aqui perdura / Como o patrono supremo do ensino / Em belo busto brônzeo de um divino / Feito à imagem da sua figura.


A Academia Catarinense de Letras é um marco histórico na vida cultural de Santa Catarina e brasileira, também, por ser uma das primeiras academias estaduais fundadas depois da Academia Brasileira de Letras constituída nos padrões da Academia Francesa. Porém, a ACL seguindo modelo da ABL, destacou-se por ter sido a primeira Academia de Letras no Brasil com ingresso de mulheres em seus quadros. Inicialmente, duas extraordinárias literatas catarinenses tomaram posse em cadeiras da confraria – sendo as primeiras confreiras brasileiras: Maura de Senna Pereira e Delminda Silveira de Sousa. 

Importante dizer que a Academia Catarinense hauriu da convivência cordial entre escritores que se congraçaram para, a partir de um instituto literário, formar a confraria. Instituto que contou com o tino político, jurídico e administrativo de José Boiteux, fundador da ACL que, junto ao professor Othon da Gama D’Éça e outras ilustres personalidades constituíram a centenária ACL no ano de 1920.


Para homenagear a ACL nessa data especial, compus um modesto poema em décimas do cancioneiro ibero-português:



ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS
Autor: Laerte Tavares


Viva a nossa academia 

Das letras catarinenses! 

Deusa e musa, tu pertences

Ao povo que a ti confia 

Às letras, por seres guia 

Na criação literária 

Esmerada, bela e vária 

No contexto universal

Da arte academial

Como Arcádia centenária! 

 

És do teu povo um farol 

Que verso e prosa ilumina!

És a estrela matutina

Antes do nascer do Sol.

O teu brilho é sempre em prol 

Da nossa literatura 

Secular e que perdura 

Como arte de nosso povo 

Partilhando o texto novo 

Com uma geração futura. 

 

Insigne Academia,

És a Santa Catarina

Leme, velame e bolina 

Da nau capitânia guia 

Que a luz de popa alumia

O mar da literatura

Em esteira e rota segura 

Dando brilho ao itinerário 

Do destino literário

A um cais que se transfigura.

 

Dentre as academias

Do Brasil, tu és a antiga!

Tua existência mitiga 

Sede do saber, por vias 

Dos teus feitos e porfias 

De tempos memoriais 

Das figuras imortais

Em nossa arte literária.

Icônica expressão lendária 

É Cruz e Sousa!... E outras mais!


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