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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

POUCO A DECLARAR

 

FONTE - INTERNET 

Sinto-me desapontado em constatar que minha última postagem neste espaço foi em 07 de maio último. Ensaiava-me para editar alguma coisa e a inércia de repouso era mais forte, não me deixando sair da masmorra letárgica pela decepção em relação à política brasileira, com o aparelhamento, de atalaias, em observações de mídias digitais e redes sociais como o WhatsApp. Cessei com comentários no Twitter, Instagram, Face e Blogs, bem como de postar matérias em quatro páginas literárias que interajo. 

Estou direcionado, pelas circunstâncias, à criação literária, estando com três obras encaminhadas. Uma delas deverá seguir ao prelo nos próximos dias. Como nada tenho a comentar, venho falar de flores – meus versos, por versejador contumaz que sou. Ou melhor, postar uns vídeos interpretados por Salvador dos Santos, jornalista e radialista de Universidade do Estado de Santa Catarina, de poemas da minha lavra. Abraços cordiais. 


domingo, 7 de maio de 2023

DIA DAS MÃES E DIA DO FADO

      Sendo um humilde escritor, versado em romances, contos, crônicas, ensaios e poesias, arrisco-me também em composições de letras musicais, cujo maestro Zezinho, dileto amigo, já musicou algumas delas. Eu sou um zero à esquerda em música, pois só cursei, interno em colégio salesiano, em tenra idade, o Canto Orfeônico. Então, se alguém ligado à música se habilitar à musicalização da presente letra do fado português, ficarei contente. 

     Visto que no Brasil, o dia consagrado às mães – Dia das Mães é o segundo domingo de maio, em homenagem a elas compus alguns versos que publico também, a não deixar o dia 14/05/2023 passar por este espaço em brancas nuvens. Abraços. 

 

O FADO É A ALMA LUSA
           Autor: Laerte Tavares

 

Faz lembrar alguém 

Algo que o fado tem 

No tom de tristeza, solidão e mágoas? 

Lembra a mim o som das águas 

Das ondas do mar aberto 

Batendo ao costado, e forte, 

Da nau posta à própria sorte   

Da rota com destino, mas incerto 

E o nauta, preso à nau como cativo, 

Sente-se até morto; ou vivo 

Temente ao naufrágio e à morte.

 

Tendo o mar encapelado 

O vagalhão bate ao costado

Desaguando no convés 

E vai sair através 

Das escoas, com um som 

Arrastado, tendo o tom

E ritmo iguais ao do fado. 

 

Por isso que o som do fado 

Lembra o marujo embarcado 

Na solidão do alto-mar

Imprevisível a estar. 

A nau navegando avança, 

E a alma do marinheiro

Fareja, no ar, o cheiro 

Da morte, até na bonança.

Porém, na luz da esperança. 

 

O fado é a alma lusa 

Navegadora que usa 

A força do corpo humano 

 Para vencer o oceano.

E, essa alma é o fado  

Do argonauta fadado    

 Ora, a ser, do fado, a musa.  

 

DIA DAS MÃES
   Autor: Laerte Tavares 

 

Mãe – palavra comovente 

A mim e creio que a quem

Perdeu a sua também,

Como a perdi de repente. 

 

Mas a vida ensina a gente 

A viver, seguindo além 

Quando algum percalço tem

E eu, superei lentamente. 

 

Hoje, com a mãe do meu filho 

E ele, eu me maravilho 

Vendo que Deus nos conduz. 

 

Dia das Mães é estribilho 

Do cântico de vida, ao trilho,

Que canto com amor e luz.


Mãe
Autor: Laerte Tavares

Mãe, palavra poética sem ter rima

Mas soa doce, ao tom de uma ternura

Alagada de amor da criatura 

Progenitora  ou mãe, que orbita acima 

Dos céus e chega à mente por estima 

Arraigada à lembrança e ao mor filial

De onde surge o belo universal

À arte literária em poesia 

Prenhe de intensa luz, que alumia

O coração humano, qual fanal.


Palavra Mãe
Autor: Laerte Tavares

A palavra mais sublime 

Do meu encanto, em menino

Foi mãe, no primeiro ensino

Recebido. Ela exprime 

Vida – nascer para o time 

Da família como sendo 

Mais um milagre estupendo

Fruto da luz do amor,

Plena no seu esplendor

Deste universo colendo. 

Postcode recente Uma Odisseia na Roubada - Projeto Cultural selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – Edição 2022, executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense da Cultura. Processo FCC 2920 / 2022.

Foto: Laerte Tavares 


domingo, 9 de abril de 2023

FELIZ PÁSCOA

 


PÁSCOA  
Autor: Laerte Tavares

Feliz Páscoa e que à luz /

Da fé com a ressureição / 

Entre em cada coração /

Festivo, porque Jesus /

Transitou na dor da Cruz / 

Mas não findou. Está vivo /

Por Divino; eis o motivo / 

Para felizes, saldar / 

Deus Filho vivo, no altar /  

Eucarístico, e altivo. //  

 

// Muita luz, muita alegria, / 

Amor em todos sentidos /

Para amarmos, redimidos / 

Do pecado que havia /  

Em nós. Então, que este dia /

Seja de contentamento /

Por alegres, no intento /

De sermos gratos, cientes /   

Do que representa aos crentes / 

Páscoa, Paixão e Advento.

Poema de autoria de Laerte Tavares com edição bilingue em 
página literária portuguesa de Ana Freire.


quarta-feira, 8 de março de 2023

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

A VOCÊ UMA ROSA

O Dia Internacional da Mulher não poderia eu, deixar passar entre as nuvens cirrosas nas alturas. Tenho que me fazer presente não para enaltecer o protagonismo das mulheres no poder, mas para cantar as suas fragilidades, meiguices e encantamentos que tanto me seduzem, e eu, canto-os todos os dias, porque todos os dias são dias de se render homenagens a elas e aos seus encantos. Parabéns, minhas queridas! Que sejam felizes e plenas de realizações nos  diversos campos de convivências, hoje e nos demais dias. 


A MULHER

Mulher é humana e é feito um ente

Encantado em um tal encantamento 

Que encanta a todos. Não a julgo ou tento

Entendê-la, sentindo-a transcendente. 

 

Entre os descrentes sou estranho crente 

Que crê, prudente, só no sentimento 

Do que é real; e a alma toma assento 

No trono da verdade que ela sente.

 

Assim eu sinto o encanto da mulher 

Não encantada por fada qualquer,

Mas com luz própria feita de ternura. 

 

A mulher é humana e é divina. 

Tem o eterno brilho de menina. 

É a luz de um fanal com graça pura. 

 

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

MINHA HIGIDEZ

Poemas que compus quando internado: 

HOSPITAL 

O hospital nos reconforta.

A atenção é enorme.

Enquanto se come e dorme,

Alguém bater à nossa porta.
 

Deus escreve em linha torta.

Faz com que o mal se transforme

No bem e, assim, conforme,

Dá luz à vida não morta.
 

O hospital é um hotel

Cinco estrelas, no papel

De nos restaurar a vida.
 

É feito a um servo fiel

Com a vida em lua de mel

Dando à saúde guarida.

 

"OH, VIDÃO"
 

É trinta e um de dezembro.

A Sandra e eu no hospital.

Para cumprir ritual,

Trilhei tradição que lembro.
 

Brinde de espumante ao membro

Direito, via canal

Venoso. Com a via oral

Eu canto, em voz que desmembro:
 

Uma voz, faço em tenor.

Sandra, em soprano inferior

Formando, assim, um dueto.
 

Feliz Ano Novo, Amor!

À Luz do Pai Criador,

Dancemos, em minueto!?...


    Baixei ao hospital para reposição de sódio por inchaço generalizado, decorrente de disfunções cardiovascular-respiratórias e detectaram, dias após ao tratamento,  uma agressiva erisipela bolhosa nas pernas.
    O importante disso foi como encarei, otimista, a provação, chegando a encaminhar um poema ao médico amigo, Dr. Jorge Helias que nos ligava constantemente, bem como a um colega escritor de Blumenau que havia me enviado seu livro recém-editado, Cao Hering, ironizando que eu estava a brindar com espumante, via venosa, em companhia de minha esposa, o primeiro do ano.
    Porém, ainda mais curioso é que recebi alta ao meio-dia do dia primeiro do ano e da cadeira de rodas, na qual a enfermeira me conduzia à portaria do nosocômio, já liguei à central de radiotáxi pedindo um carro. Passados alguns minutos, recebi mensagem informando não terem localizado táxi, ainda, mas continuariam tentando. Aguardei e veio a resposta de que não existia carro àquele horário. Liguei ao aplicativo Uber – recebi mensagem de preço majorado ao valor da corrida, mesmo assim confirmei. Responderam-me que a corrida foi cancelada por não haver veículo disponível. A portaria do Hospital ligou para todos os pontos de táxis que tinha na lista, sem que um só atendesse. Meio-dia de Primeiro do Ano, a cidade morta, às moscas, com a posse de todos os políticos, à tarde, nem carro passava em frente ao prédio. 
    Inesperadamente, um anjo azul da Pomerânia, se me revelou: estacionou à minha frente, um flamante automóvel Corola. O condutor saltou, dirigindo-se à cabina de cobrança do parque, do meu lado. Analisei o ariano de dois metros e dirigi-me a ele. Expus meu drama e indaguei se seria capaz de conduzir-nos a nossa casa (minha mulher carregada de bolsas e valises e eu), situada nas imediações próximas. Ao que ele, imediatamente, disse sim; abrindo as portas do carro para que eu me acomodasse ao banco dianteiro e minha mulher no banco de trás. Deu início ao trajeto e nos falou: o pior é que meu pai, que se encontra na U.T. I., indagou-me se o corrupto já tinha tomado posse e eu lhe disse que não. Respondi-lhe: É, que vergonha, as nossas Forças Armadas deixarem os patriotas que estão há mais de cinquenta dias acampados em frente aos quartéis; gente idosa, tomando chuva e vento, dormindo em barraquinhas e os militares não deram uma declaração a eles, como se a posse do Ali Babá fosse normal, perante tantos indícios de anomalias na forma como foi processado o pleito. É o cúmulo do desrespeito e falta de consideração para com o povo brasileiro de bem. Eles perderam toda a credibilidade. São odiados pela esquerda e, agora, serão rejeitados pela direita. Triste fim de uma instituição que tem como patrono, nosso herói maior, o Duque de Caxias. O senhor assentiu e eu fiz mais alguns comentários sobre outros Judas, indagando o seu nome? – Celso Hofmann. Não querendo ser um atrevido inquisidor, deixei por isso e fui de copiloto orientando o trajeto, quando, por excepcionalidade, havia uma farmácia de plantão no percurso, onde ele parqueou o auto e desembarcou para comprar materiais de higiene ao pai. Já servido, deixou-nos em frente ao nosso edifício. Emocionado, consignei nossa gratidão.
    Minha mulher acionou códigos de uma e outra porta de acesso ao prédio, código do elevador social e, finalmente ao doce lar.
    Apelei aos meus contatos tentando encontrar dados sobre o anjo azul e no dia seguinte recebi do meu fraterno amigo Braz da Silveira, escritor e emérito acadêmico da Academia de Letras da cidade vizinha, Biguaçu, onde ambos residem, dados que o amigo, com credencial de Sherlock Holmes e olho de geômetra, conseguiu-me todos com endereço postal do cidadão, deixando-me apto a enviar-lhe um bom vinho e uma cerveja alemã como homenagem à sua generosidade. 

Poema declamado por Laize Alves, do livro ESPERANÇAR

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

FELIZ NATAL

 

imagem da web

    Desejando a todos os confrades amigos desta blogosfera, Feliz Natal, os homenageio com um poeminha composto em sextilhas duplas sob a forma de soneto da poesia campesina dos pampas sul-americano, composto por este atávico e retrógrado versejador contumaz – “o engenheiro construtor de versos” (segundo crítica literária da minha terra). 

    Sempre que chega o Natal, meu coração do menino antigo se enternece e afetuoso é impelido a distribuir alegria ao próximo, atavismo herdado de meus antepassados portugueses. 

    Desejo a todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. 

   

FELIZ NATAL 

 

Natal – os cristãos se alegram e fazem a festa da luz

Do universo absoluto e pleno do divino amor.

Amor fraterno e cordial que é do Cristo Redentor 

 Concebido ao Santo Espírito – o Deus Menino, Jesus.

 

Que o Natal de luz e cores traga a paz que nos seduz

À festa cristã de irmãos com o divinal valor

Refletido de uma luz do universo superior 

Incidente em nossos lares cristãos, por fazermos jus. 

 

Muita paz, contentamento festivo ao peito fraterno

Detentor da vera imagem do Ente anímico, interno

Faiscante da centelha oculta e transcendental.

 

Num coração empedernido de alma em um pleno inverno,

A centelha se incandesce pelo amor intenso, terno

E celeste do divino e incendeia-se ao Natal.


OUTRAS PUBLICAÇÕES NATALINAS 

OUTRA PUBLICAÇÃO



sábado, 19 de novembro de 2022

DIA DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA

 

Hoje é o dia da Bandeira, o Pavilhão Nacional que representa a Pátria Brasileira. Quero homenagear esse símbolo singular de cor verde e amarelo, predominantemente, com este vídeo e um poema:


CANAL - VISÃO PROFÉTICA 


VIGÉSIMO TERCEIRO REGIMENTO DE INFANTARIA
 
Este é o meu Regimento,
O Vinte e Três Erre I (23ºRI),
E no Batalhão que servi,
Onde fiz o juramento
À bandeira, em evento
De emoção juvenil,
Para servir ao Brasil
Defendendo-o ao sacrifício
Da própria vida, em ofício
De guerra, com o meu fuzil.

Já faz algum tempo – anos,
Do patriótico ato
Exercido e, ora, de fato,
Sinto os ardentes ufanos
Por meus pendores humanos
De foro íntimo, sem
Inferência de alguém
Ou tendência pelo meio
Social, como se um veio
Doutrinário ou algo além.

Hoje, ao ver essa criança
Levando ao soldado, flores,
Florescem novos pendores
Na minha nau de esperança
Que navegando em bonança
Aportou em Blumenau,
Nesse cais. A antiga nau
Não quer mais ver tribuzana
Por política tirana
Em borrasca ou tempo mau.

Viva o heroico soldado
De nossas Forças Armadas
Muito bem disciplinadas
Como Poder do Estado
Brasileiro, comandado
Pelo Senhor Presidente
Da República, unicamente.
Poder destinado à guerra,
Mas defensor desta terra,
Da lei, da ordem e da gente.

Confesso que, em essência,
Fiquei emocionado
Ao ver o nobre soldado
Como fui, em continência
Àquela pura inocência
Ao ir pedir proteção
À nossa nau ou Nação
Em águas calmas de um rio
E sujeita a um mar bravio
Por negligência ao timão.
Autor: Laerte Tavares