Linguagem[+]

domingo, 10 de maio de 2020

HOMENAGEM ÀS MÃES




Diferente de outros países, o dia das mães, no Brasil é comemorado no segundo domingo de maio, mês dedicado à Maria Santíssima, Nossa Senhora. E nada mais sublime que a comparação de mãe com essa santa mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, para homenagear esse ser augusto – A MÃE em seu dia. Então no DIA DAS MÃES, externo a todas as mães os meus cumprimentos, votos de felicidades e grande amor.

 MÃE!

Mãe, que não rima com nada,
Era de rimar com tudo
O que até na boca de mudo
Sinto-a pronunciada.

Palavrinha idolatrada
Pequena/enorme, e contudo,
Mais forte que um escudo,
Mais fraca que água parada.

Mãe, mamãe ou mãezinha,
O nome é uma ladainha
Repetida o tempo inteiro.

Eu, como perdi a minha,
A lembrança que eu a tinha
Encontro-a no travesseiro.


Dia das Mães é um dia que se passa /
No mês de maio, sagrado à Maria, /
A mãe de Deus. Que as mães neste dia /
Recebam dela a consagrada graça /
De luz e bênção, a luz que se enlaça /
Ao filial amor, do qual me ufano /
Por ser amor de Deus Pai Soberano. /
Então, que o dia seja só de amor! /
O amor que traz amor, e aonde for /
Dará a luz que dá à luz ao ser humano.

MÃE

Quando Deus criou o mundo
Sentiu um vazio profundo
Por não haver poesia.
E para existir tal arte
Faz o homem, dele cria
A mulher musa e reparte
Com ela, luz que procria.

E surge  a mãe criadora
Que é poesia e que fora
Concebida como um ente
A ser extensão de Deus, 
Perpetuando a semente
Em humanos filhos Seus
 Por amor e eternamente.

Ser mãe é ser luz eterna
Qual pequenina lanterna
A iluminar com fulgor
Enorme, e sua luz irradia
Com raios de muito amor,
Esperança e poesia,
De raríssimo esplendor.

Dia das Mães é de luz,
Maior que outros, e  induz
O amor n’alma e coração
De filho reconhecido
Para a tal consagração
Do mortal ser, no sentido
Da luz à procriação.







.

domingo, 12 de abril de 2020

FELIZ PÁSCOA!

WEB

Hoje eu quero desejar
Uma Santa Páscoa Cristã!
Que a luz terna da manhã
Deste Domingo, em teu lar
Venha a o iluminar!
Que teu espírito e mente
Estejam com o Onipotente
Senhor Deus Celestial!
E que o Cordeiro Pascoal
Esteja em tu’alma presente!

NA TRINTENA DA QUARENTENA

Doce, é minha quarentena!
Ao Sul enxergo um vergel,
Ao Norte, o mar tão fiel
À Ilha, com o sol, serena...
O Leste cinzento acena
Com o Morro da Cruz florido
Por garapuvus. O ouvido
Sente o sopro do nordeste
Qual brisa mansa que investe
Contra a cortina em tecido.

Há tempo em quarentena...
Adoro o lar e a paz!
A brisa mansa me traz
Uma cantiga serena
Como doce cantilena
De ave que canta assim,
Como se fosse pra mim:
Bem te vi! - bem te vi!
Que bom que sentiu por si
Que eu estou bem, enfim!

Laerte Tavares entrega comenda a Celestino Sachet 
na Academia Catarinense de Letras no ano de seu centenário

Laerte Tavares entrega comenda a Celestino Sachet 
na Academia Catarinense de Letras no ano de seu centenário





domingo, 8 de março de 2020

FLORES AOS MEUS AMORES

OBRA DE RODRGO DE HARO - meu particular amigo e confrade.

Hoje eu quero mandar flores
A todos os meus amores,
À Rainha de Sabá,
À dama de Calcutá,
Para a minha mãe também
Que me vela do além.
À minha mulher amada,
Já a trouxe à luz da alvorada,
A eleita rosa encarnada.
Flores para Gioconda
Que tanto me olha e sonda.
Flores para Salomé,
À Virgem de Nazaré,
Àquela linda menina,
Sheherazade, Messalina...
Flores para a matriarca,
Às súditas e à monarca.
Flores à índia guerreira,
Para a mulher benzedeira.
Flores, flor, flores e flor
Com afeto, com amor
Neste dia da mulher
Que homenagem é mister.
Dia de consagração
Por tamanha devoção
Que devoto ao ser querido.
Mulher faz todo o sentido
Da minha vida e  destino.
Mulher é o ente divino
Que tanto me faz sonhar...
Viva o seu dia! E um altar...

E viva o centenário da Academia catarinense de Letras!


Dedico o poema abaixo às imortais e extraordinárias obras literárias de meus confrades e confreiras da Academia Catarinense de Letras que ao longo de suas existências criaram e difundiram à amada Santa Catarina, como luzeiros da literatura de nosso sodalício, farol literário do Estado, que no corrente ano comemora seu centenário ACL100Anos. Ela é uma das mais antigas academias brasileiras. Constituída logo após a instalação da Academia Brasileira de Letras, mas ao contrário dessa, admitiria como admite, mulheres em seus quadros, assim, tida  como a primeira academia a não atentar ao preconceito de gênero, entre tantas do mundo. E já em sua fundação em 30 de outubro de 1920 foram eleitas e tomaram posse: Antonieta de Barros, filha de uma escrava liberta que foi professora, jornalista, escritora e deputada estadual; Delminda da Silveira, professora de língua portuguesa e língua francesa, escritora, grande poetisa catarinense.

TRAGÉDIA HUMA

Tragédia humana é a morte!
Eu sou um existencialista
E quanto mais ela me dista,
Mais eu rumo ao meu norte
Procurando por suporte
À criação literária
Com minha verve primária
E modéstia temerária,
Mas com uma vontade gigante
Para que eu deixe o bastante
Dessa arte extraordinária!



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

FESTAS FINDADAS, MÚSICOS A PÉ!


Lembro de um ditado antigo que dizia: “Festas findadas, músicos a pé!” Nós, de volta à cidade sede e ao lar depois das férias findadas. Casa de praia fechada e o reinício das jornadas do dia a dia dos dias dados por dias de “trampo”. Na bagagem o reconforto e um pouco de nostalgia com resquícios de tristeza vendo que tudo tem fim.
De seis irmãos, somos em dois, agora. Antônio, oitentão, depois da morte de sua esposa de oitenta anos, sentido pela perda, apegou-se arraigadamente à casa da Praia Alegre onde eles escolheram, na juventude, para veranear e, na velhice, para descansar. Mais que à casa, ora, apegado a uma determinada cadeira em que a esposa descansava sempre e compôs, a partir dela, letra de uma canção popular para homenagear memória da querida amada, procurando reanimar a alegria da Praia Alegre transformada em triste praia ao seu sentimento.
Para fixar à memória, Antônio afixou um quadrinho, com fotografia da esposa e letra da tal música sobreposta à foto, na parede da sala da referida casa, acima da cadeira posta em que ela repousava e cantava depois de dedilhar seu teclado eletrônico. Atualmente, em derredor da referida cadeira, ele canta a reviver momentos, tentando fazer mais feliz a sua viuvez. Fotografei um desses flagrantes e sensibilizado, compus um poeminha para a minha saudosa cunhada como se feito por ele.

TERESINHA

Venerável Teresinha,
Com Deus, tu estás no céu
E eu sozinho e ao léu
Cumpro ainda a sina minha

Como um inocente réu
Vendo que o fim se avizinha.
Em tua cadeira sozinha,
Sob diáfano véu,

Enxergo toda memória
Da saudosa trajetória
Nossa, meu saudoso amor!

Ela representa a história
Que lá no Reino da Glória
Findaremos, quando eu for!

LETRA DA MÚSICA AFIXADA À PAREDE 

ANTÔNIO TAVARES NETO JUNTO À CADEIRA COM O QUADRO DA MÚSICA ACIMA.

BODAS DO CASAMENTO DE ANTÔNIO TAVARES NETO 
E MARIA TERESINHA PEREIRA TAVARES 

NOTA DE RODAPÉ: VIVA O CENTENÁRIO DA ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS - ACL2020!