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sábado, 26 de setembro de 2026

CENTENÁRIO DO CORPO DE BOMBEIRO MILITAR DE SANTA CATARINA

 


REFLEXÃO DOS REFLEXOS DE ATIVIDADES OPERADAS PELO GLORIOSO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SC 

Autor: Laerte Tavares – Titular da Cadeira 16 da 

Academia Catarinense de Letras 

 

 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA 


Neste maravilhoso dia (26/09/2026) de Primavera o CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA comemora os seus cem anos de existência e de extraordinários serviços prestados ao nosso amadíssimo território catarinense. 

É com imenso orgulho e prazer que presto um preito a essa extraordinária entidade que tanto tem servido o Estado, o país e ao mundo até, quando necessário, com missões humanitárias em outras plagas atingidas por catástrofes climáticas ou geofísicas. 

A par ao preito referido, faço, particularmente, também, uma homenagem a duas figuras extraordinárias da corporação, a mim quase lendárias – Cel. Silveira e cab. Adão. Dois valorosos soldados. Um comandante da Corporação em 1976 e o outro, homem negro natural do Ribeirão da Ilha, colocado quase que exclusivamente, à disposição da Casan, quando fui Diretor de Operação, e a cidade permaneceu por trinta e seis horas sem água, devido a rompimentos sucessivos na única adutora existente que abastecia a cidade de Florianópolis, em ferro fundido de 400mm, obsoleta, com união dos tubos em juntas de chumbo. Adão, foi um amigo prestativo, que muito contribuí com equipamentos da corporação, como bombas de esgotamento e outros materiais. Consigno aqui minha gratidão a ambos e à instituição.

Esses intrépidos soldados bombeiros, barrigas-verdes são treinados e capacitados para as mais árduas, diversas e difíceis missões. São aptos às realizações de tarefas inimagináveis, desde o atendimento a um bebê sufocado e acometido de apneia com o leite materno, até resgates de mineiros soterrados em desmoronamento de galerias em minas de carvão no sul do Estado. Eles abrem escavações, como poço vertical, em diagonal ou dutos horizontais; e, com auxílio de seus equipamentos, como geofones e de cães farejadores, conseguem encontrar os aflitos mineiros ou seus cadáveres.

Os heróis do fogo, fazem também salvamentos marítimos ou fluviais. Operam em resgates aéreos e aeroportuários em acidentes. 

Resgatam vítimas em tragédias rodoferroviárias; assistem doentes em seus respectivos domicílios; à falta de água; às vítimas presas em elevadores de edifícios residenciais ou comerciais; realizam podas de árvores ou cortes toais e são chamados a qualquer problema emergencial imaginável. 

Os bombeiros são seres abnegados que dedicam sua vida ao sacerdócio do serviço público, com abnegação e heroísmo. Quando necessário a arriscar sua própria existência ou risco de sequelas, o fazem.

Em situações extremas e excepcionais, esses soldados podem também pegar em armas para defesa de nosso território.

São homens que “tocam os sete instrumentos” ou muito mais, de acordo com as circunstâncias. 

Parabéns aos nobres guerreiros e à corporação. Aqui consigno um hino como preito a esses heróis anônimos e a gloriosa instituição militar. 

   

CENTENÁRIO DO CORPO DE BOMBEIRO MILITAR DE SANTA CATARINA 

Poma de Laerte Tavares - Titular da cadeira 16 da

Academia Catarinense de Letras

 

Há um século servindo o Estado

Da grã Santa Catarina,

O bombeiro é um soldado

Tido como um anjo alado 

Guiado por luz divina 

Que encoraja e o ilumina 

Para obter resultado 

De glória ao necessitado 

E a si, o anonimato,

Sem luz e nem aparato.

Luta no fogo, no mar, 

No rio, na urbe, no mato

E no céu, disposto a salvar,

É um soldado exemplar 

É prestativo, de fato.

 

Avante, bombeiro, avante 

Com honra, coragem, luta

E com fé absoluta 

Em Deus e no comandante,

Porque se Deus é teu guia,

O outro é tua hierarquia. 

Se Deus é a luz divina,

O outro é a disciplina. 

 

O honrado herói do fogo 

Bombeiro catarinense, 

É combatente que vence, 

Colocando a vida em jogo

Para salvar outra vida.

Se ela a Deus pertence, 

Ao herói, nessa missão, 

A vida é posta em sua mão 

E o soldado bombeiro 

 Faz-se a  semideus guerreiro.

Nas buscas de salvamento 

O bombeiro faz-se um ente 

Divinal ou transcendente 

Tendo n’alma o sentimento 

De amor e fé como os sente. 

 

Avante, bombeiro, avante 

Com honra, coragem, luta

E com fé absoluta 

Em Deus e no comandante,

Porque se Deus é teu guia 

O outro é tua hierarquia 

Se Deus é a luz divina 

O outro é a disciplina. 

 

No frio do mar, a mão quente 

Calor do fogo, água fria

No mato, a estrela guia.

Na tragédia o rouco rogo 

Para aplacar a aflição 

E eis o soldado do fogo 

Estendendo augusta mão

De quem devota sua vida 

Para servir, dar guarida 

Às almas em desespero 

Nefasto, espreitando a morte 

Quando chega o braço forte,

Delicado e com esmero

As tira do entrevero. 

 

Avante, bombeiro, avante 

Com honra, coragem, luta

E com fé absoluta 

Em Deus e no comandante,

Porque se Deus é teu guia 

O outro é tua hierarquia 

Se Deus é a luz divina 

O outro é a disciplina.



terça-feira, 11 de agosto de 2026

MEU ANIVERSÁRIO NATALÍCIO

 MEU ANIVERSÁRIO NATALÍCIO 

 

         Se “o homem é uma vaidade sobre um par de pernas” (Lawrence George Durrell), a serpente do envaidecimento picou-me o calcanhar. Mesmo dando lugar modesto ao ufanismo, tenho a obrigação de dividir, com amigos, meu contentamento pelos oitenta e quatro anos decorridos de meu nascimento e homenagens tantas recebidas de amigos, como a prosa poética do ilustre confrade de nossa centenária Academia Catarinense de Letras, o médico e canônico escritor Luiz Alberto, que me presenteou com um belíssimo Acróstico:

“...no eco de uma voz amiga ou na ternura de uma mão que se estende, está a essência do que nos torna verdadeiramente humanos.” Da obra “Mensageiro de Sonhos.” – Luiz Alberto Silveira


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“LAERTE TAVARES 

Parabéns, meu amig0.

Acróstico 

Lavra a palavra como quem semeia eternidades, fazendo da literatura território onde a memória encontra morada e a sensibilidade se transforma em legado. /

Acadêmico por mérito e escritor por vocação, encontra na Cadeira 16 da Academia Catarinense de Letras o lugar onde sua voz se irmana às vozes que escreveram a história cultural de Santa Catarina. /

Entre livros, lembranças e silêncios, constrói sua obra com a matéria delicada das palavras, essas pequenas asas capazes de transportar o pensamento para além do tempo. /

Reside em sua escrita a inquietude de quem sabe que escrever é conversar com o presente, interrogar o passado e deixar alguma luz para o futuro. /

Tece frases como quem entrelaça fios de memória, fazendo de cada página uma janela aberta para os horizontes infinitos da imaginação. /

Escrever, para Laerte, parece ser mais que ofício: é permanência, travessia e testemunho, porque o escritor parte de si para encontrar, pela palavra, a universalidade do humano. /

Traz consigo, ao ocupar a Cadeira 16, não apenas a distinção acadêmica, mas o compromisso de preservar a língua, celebrar a literatura e acrescentar sua própria voz à memória catarinense. /

A Academia acolhe em suas cadeiras homens e mulheres que fizeram da palavra destino, e Laerte inscreve-se nessa linhagem como quem sabe que toda obra verdadeira nasce do encontro entre talento, sensibilidade e tempo. /

Vive o escritor muitas vidas dentro de uma só, pois cada personagem, lembrança, ideia ou página lhe oferece outra maneira de atravessar o mundo e compreender seus mistérios. /

Ao longo de sua caminhada literária, transforma experiências em palavras e palavras em pontes, aproximando tempos, pessoas e sentimentos sob o mesmo céu da literatura. /

Resta ao escritor o privilégio de desafiar a fugacidade dos dias, porque aquilo que a vida leva a literatura recolhe, aquilo que o tempo silencia a palavra novamente pronuncia. /

Eis a grandeza de pertencer a uma Academia de Letras: compreender que uma cadeira não é apenas assento de honra, mas lugar de memória, responsabilidade e continuidade. /

Segue, pois, LAERTE TAVARES, escritor e Acadêmico da Cadeira 16, fazendo da palavra sua companheira de jornada e deixando nas páginas da literatura catarinense aquilo que somente os escritores conseguem deixar — a presença depois da passagem, a voz depois do silêncio e a memória depois do tempo. // “(Luiz Alberto)


Outra homenagem: o poeta Roberto Rodrigues de Menezes compôs a mim um cordel -


Grande Poeta da Ilha


Sem mancha, falha ou labéu /

Neste teu aniversário /

Tenho como corolário /

Louvar teu estro e cinzel. /

És escultor de poemas, /

Mestre dos sons e fonemas, /

Fazes das sílabas mel. //


quarta-feira, 13 de maio de 2026

HISTÓRIA E CENTENÁRIO DA PONTE HERCÍLIO LUZ - FLORIANÓPOLIS, SC -BR

HISTÓRIA DA PONTE HERCÍLIO LUZ

 

                                       Hoje, treze de maio de dois mil e vinte e seis, a Ponte Hercílio Luz completa seus cem anos de existência.

                                       O desenho do mapa de Santa Catarina assemelha-se a um triângulo retângulo escaleno, tendo o cateto maior limitando-se ao norte com o Estado do Paraná, a hipotenusa ao sul com o Estado do Rio Grande do Sul, o cateto menor limitando-se com o Oceano Atlântico, tendo o ângulo mais agudo a limitar-se com a República Argentina. 

                                       Após o descobrimento do Brasil, a colonização do Estado começou pelo litoral. No Norte criou-se o povoado de São Francisco do Sul; no Sul, Laguna e, no centro da orla costeira, formou-se o povoado que hoje se denomina Florianópolis.

`                                      Com a interiorização da ocupação humana, na direção oeste, próximo ao Rio Grande do Sul, formou-se o povoamento de Lages, como uma parada dos tropeiros que levavam gado do Sul do Rio Grande do Sul para São Paulo. Lages se desenvolveu, tornando-se a maior cidade da região central do Estado.

                                       No início do Século XX, estando a Capital no Estado em Florianópolis, litoral, distante das demais cidades, então, essas localidades prejudicadas reivindicavam a mudança da capital para outra região mais centralizada, como a cidade de Lages ou a de Curitibanos. E essa ideia foi tomando corpo político, chegando ao consenso de que Lages deveria ser a Capital, dada sua posição geográfica e poder político. Nessa época, Florianópolis, situada na Ilha de Santa Catarina com ligação ao continente, apenas por via marítima, começou a se articular para construir uma ponte, sonho que achavam inviável dado ao tamanho do vão e comprimento necessário à obra viária, que sairia caríssima e, por essa razão, tal sonho se esvaía. Até que na década de vinte do ano mi e novecentos, um grande sonhador que governava o Estado, adotou esse sonho como plano de Governo. 

                                       Em mil, novecentos e vinte e seis, o Governador Hercílio Luz, engenheiro civil, viabilizou a entrega da grandiosa ponte ao povo catarinense, afastando, definitivamente, a ideia da mudança da sede Poder Executivo catarinense. Pela complexidade da construção, optaram por buscar experiência no exterior. O engenheiro e governador Hercílio Luz optou pelos Estados Unidos, com empresas que dominavam as técnicas afins nesse quesito e contratou projeto, material e execução, com uma delas que trouxe todo material necessário do país de origem e em treze de abril de mil novecentos e vinte e seis a obra foi entregue ao público. Há uma curiosidade: em oito de outubro de mil novecentos e vinte e quatro, estando o idealizador da obra, Dr. Hercílio Luz com a saúde frágil, fizeram uma inauguração simbólica da ponte, com uma maquete da obra em madeira, para que o Governador a inaugurasse. 

                                       Essa travessia viária marítima ligou a ilha ao continente e definiu a cidade, definitivamente, como Capital do Estado de Santa Catarina.

                                       Hoje, treze de maio de dois mil e vinte e seis, comemoramos o centenário da Ponte Hercílio Luz.

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terça-feira, 5 de maio de 2026

HOJE É O DIA MUNDIAL DA LÍNGUJA PORTUGUESA



    
Hoje é o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Dia de atenção à Língua Pátria, “a última flor do Lácio, inculta e bela”. Se assim Olavo Bilac a rotulou, foi por ser derivada do latim, como tantas outras, porém a língua de origem era muito mais “culta” a exemplo das elocuções do grande tribuno romano Cícero, ricas em palavras e termos eruditos. 

         O idioma é uma identidade que portamos na língua. Até pelo sotaque ou dialeto o indivíduo apresenta características da naturalidade regional. 

    Na universalidade da língua portuguesa, nota-se diferenças gritantes em cada universo cultural. No Brasil o idioma absorveu muito da cultura e linguajar indígena que formaram inúmeras palavras no idioma local.

         Mas nossa língua é extraordinariamente linda e rica em nuances que não nos damos conta ou pouco pensamos nesses detalhes, como os trava-línguas, os palíndromos e capicuas – “o pelo do pé do padre Pedro é preto”; “a cara rajada da jararaca”; “13231”. 

         Nossos ditados populares são maravilhosos também – “quem vê a barda do vizinho arder que ponha a sua de molho.”; “não há quem faça mal ao seu vizinho que o seu mal não venha a caminho.”

         E a cacofonia ou os cacófatos, então! Formam até palavras pornográficas horripilantes – “o cheiro que o mofo deu.”; “eunuco do faraó”.

         As palavras pouco usuais também são filões de riquezas linguísticas:

Quejando – pronome indefinido = que tem a mesma qualidade que tal; tal qual. 

Falerno – vinho antigo italiano citado por Horácio – sinônimo de bom vinho.

Agudizar – tornar agudo.

         Tudo isso posto, podemos afirmar que a nossa amada Língua Portuguesa é riquíssima em detalhas e pode até ser inculta, porém que é bela, não nos resta a menor dúvida.

         Compus dois sonetos para homenagear a nossa estimada Língua Pátria, símbolo do Brasil tal ao Hino Nacional e o Pendão Brasileiro.








sábado, 4 de abril de 2026

FELIZ PÁSCOA

 Prezadíssimos e estimados amigos da blogosfera, devo me redimir como relapso com relação à atuação nas postagens de meu blog literário. Faço uma mea culpa e confesso que estou disposto ao retorno com algumas publicações futuras. Andei muitíssimo atarefado com acúmulos de responsabilidades, mas já larguei algumas como a tesouraria da Academia que me tomava muito tempo. Vejo que há um ano não postei nada mais. A última postagem foi na Páscoa passada. E, então, retorno com um poeminha de Páscoa,  para este ano, junto a uma homenagem a nossa primeira ponte, centenária, ligando a Ilha de Santa Catarina ao continente, fruto de um projeto de construção americano, bem como sua construção e fornecimento de material impostado dos USA. Abraços fortes e fraternos a todos. Minhas escusas. Laerte.





domingo, 20 de abril de 2025

FELIZ PÁSCOA

 




(Sem ecumenismo)


 

PASCOA

 

“O tempora! O mores!” Já foi dito

Por Cícero, tribuno à Roma antiga.

Ó tempos! Ó Costumes! Que se diga

Nesses dias de hoje em que o ser bendito

E dito ser humano esqueceu rito

Da liturgia que Cristo concebeu.

Há o ser agnóstico e há o ateu

E existe o ser cristão de pouca fé,

Aquele que não sabe bem o que é

Páscoa, e como se estabeleceu.

 

Acordem cristandade, para a luz.

Páscoa é renovação, é vida nova

É a ressurreição nos dando prova

De uma nova vida em que Jesus

Se ergueu da campa fria após a cruz

Por testemunho de sua de sua deidade

Em que o filho de Deus prova a verdade

Que Ele  é Deus também. E o Espírito Santo

É o terceiro Deus dessa trindade.

 

Conscientização que Deus é amor

E é vida, devolvendo-nos a fé.

Lembra-nos, sobretudo, que a Páscoa é

Na liturgia cristã, Deus Redentor

Que veio redimir o pecador

E depois de concluir sua missão,

Depois da morte e da Ressurreição

Subiu aos céus com corpo e alma juntos,

Mas esse dogma, como outros assuntos,

Não se referem à Páscoa, é à Ascensão. 

 

Páscoa é renovação; é um renascer.

Nós renascemos quase todo dia,

Células se renovam, a gente cria

Os novos neurônios e o ser

Procura novos meios de prazer

Nesse renascimento extraordinário,

Mas não procura o amormais solidário

Ao próximo para ser Ser de luz

Segindo ensinamentos de Jesus

Em todo o seu  percurso doutrinário. 

 

Que tenham boa Páscoa, conscientes

Do significado à fé cristã,

Para os cristãos, até os de fé anã.

E para os agnósticos e descrentes,

Eu desejo uma Páscoa de presentes,

De chocolates e muito festiva,

Visto que a Páscoa é vida e muito viva.

Então, uma feliz Páscoa a à toda gente.

Importante é o amor e estar contente

Nesse dia de luz e vida altiva.

 

FELIZ PASCOA

Autor: Laerte Tavares - Titular da Cadeira 16 da

Academia Catarinense de Letras

 

Páscoa é renovação. É renascer.

Desejo a todos um renascimento

Para o amor, pois esse sentimento

É o próprio Deus, por ser amor seu Ser.

 

Renasçamos a fim de dar prazer

Para nós mesmos; e, o contentamento

Ao próximo! Segundo ensinamento

De Jesus Cristo. É nosso dever.

 

“É dando que se tem por receber”

A generosidade tem poder

De dar ao coração e à alma, paz.

 

É uma paz mesclada à alegria

Transcendental, à luz da poesia

Que enleva o ser a Deus. Ela é capaz.

 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

NATAL É TEMPO DE LUZ

 



NATAL É TEMPO DE LUZ 

“Oh tempora, o mores” – ó tempo, ó costumes... O tempo passa e os costumes mudam, “a fila anda” e as lembranças minhas seguem na alma, fixas e eternas como as estrelas. As pessoas criam regras, comportamentos, princípios, mas a moral e ética, para quem as têm, conservam hábitos e ensinamentos atemporais. O Natal me remete ao sonho do infante na mesma alma que ainda anda comigo. Natal é luz; é o transcendente ultrapassando o domínio da realidade material e humana. Eu sempre sinto algo a exceder dentro de mim, em tempo de Natal. Experimento um contentamento alegre ou uma alegria de contentamento pelo irreal, como o suspirar de amor por nova paixão. A luz real se faz mais doce e terna irradiando paz que desassombra a alma no amor cristão. Tudo se faz mistério que se aceita sem hesitar ou procurar desvendá-lo e entra-se nessa flutuação onírica com a mística sensação de se estar mais perto de Deus. 





Laerte Tavares e esposa Sandra