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segunda-feira, 5 de junho de 2017

DIA DO MEIO AMBIENTE

   
QUEDAS DE ABELARDO LUZ – SANTA CATARINA, BRASIL


     Hoje é DIA DO MEIO AMBIENTE e as chuvas torrenciais que se abatem sobre o Brasil parecem estar a nos dar um puxão de orelha em advertência às mazelas de nossa civilização universal; e "um viva ao maluco americano!..."
     Para homenagear o DIA e expor o estado de alerta que estamos a vivenciar, compus dois poemetos não muito breves, que espero não molestar o leitor com a extensão e qualidade dos textos:

       Natureza 

Fogo, terra, ar ou vento,
Água, Tau e o que tem
A natureza, convém
Ao homem como elemento
Natural, a ter assento
No Panteão dos eleitos
Do equilíbrio e efeitos
Benéficos à natureza
Qual penhora da certeza
Que não seremos rejeitos.

Tão doce uma mata amena,
Um riachinho dourado
Com um arbusto do lado
Ou uma plantinha pequena
Dando vida a certa cena
Do ambiente natural,
Quer vegetal ou animal.
Faz parte da raça humana
O tal meio, donde emana
O equilíbrio ambiental.

As folhas caem no outono
Para o sol dar luz a terra.
A natureza não erra,
Deixando o sol ser o dono
Do solo no inverno. E o sono
Do verão à primavera
Só depois da nova espera
Das folhas, flores e frutos
Saírem dos galhos brutos.
E volta tudo ao que era...

Mas se o homem desmatar?
Se não cuidar do ambiente?
Se for com o meio, imprudente?
Se poluir todo o ar?
Se tudo isso causar,
O planeta todo aquece
E o que nos dá de benesse
Poderá dar por castigo
Natural. E o Deus amigo
Não ouvirá nossa prece. 

Será o homem um predador
A devorar a si mesmo
Usando o ambiente a esmo
Como dele, sem pudor,
Achando-se superior
Ao meio que o rodeia
Como dono da cadeia
Alimentar e do mundo?
Pobre homem moribundo,
Vai colher o que semeia.


ESTAS CHUVAS...



Esta chuva que Deus manda
Parece até ser castigo
Pelo excesso e sem demanda,
Tornar-se o grande perigo.

Chove, chove e chove tanto
Que extravasa os rios,
E a nós provoca arrepios
Que entre a prece e o pranto
Há lamento em cada canto
De um território em ciranda
Que roda, roda e desanda
A voltar ao antigo ponto
Deixando o seu povo tonto,
Esta chuva que Deus manda.

E a força d’água é bastante
Sem alívio ou previsão
Que a precipitação
Chegue ao final, e diante
Do fim ainda distante,
O povo procura abrigo
Ou a casa de um amigo
A não ficar à mercê
Da água que vê e não crê,
Parece até ser castigo.

Toda a Defesa Civil,
Prestimosa a seus trabalhos
Procura meios e atalhos
Como um soldado servil
Para aplacar o Brasil
Deste desastre, e comanda
Ações, cuja propaganda
Orienta os flagelados
Com tanta água, alagados
Pelo excesso, e sem demanda.

É triste, o triste flagelo
Que assola o país inteiro!
O nosso Estado é um ribeiro
Sem margens, e em paralelo
As águas sobem ao castelo
De proa que era abrigo
No convés e não jazigo
        Se o navio, por azar,
Na hora de adernar
Tornar-se o grande perigo.







30 comentários:

  1. Bravo poeta um grito muito bom e oportuno, o homem é o maior destruidor da natureza, e a mesma é sábia e cobra seu espaço.Grata por compartilhar seu grito!
    Grade abraço.

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  2. Envie o seu poema traduzido a um cretino que (des)governa os Estados Unidos.
    Aquele abraço

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  3. Belo grito esse e parece que os homens não se tocam, não ouvem os gritos, os recados que a natureza nos manda! abraços, chica

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  4. Que bela homenagem ao nosso meio ambiente! Bem que precisamos de tratar melhor dele!
    http://asreceitasdamaegalinha.blogspot.pt

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  5. Parabéns por essa bela, singela, verdadeira e oportuna homenagem a nossa mãe natureza. Abraços, Lúcia.

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  6. E precisamos gritar cada vez mais alto contra os desmandos diários contra a natureza. E dizer palavra por palavra que urge não esquecermos dela é premente, e fazê-lo com poesia e arte torna o desafio maior, porém cala mais alto. Valeu, meu caro poeta!
    Forte abraço,

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  7. Assusta-nos a insensibilidade nossa e de nossos governantes que só pensam em usufruir da Natureza... Esquecem que fazemos parte da mesma. Tocante homenagem!
    Abraço.

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  8. Laerte, meu querido amigo, primeiramente para agradecer pelos sensíveis comentários lá no meu espaço onde mostras em frases e versos a tua generosidade e carinho para comigo. Também me sensibilizaram os recados que enviaste pela nossa querida amiga Céu. Tu és um amigo muito querido!

    Tenho lido algumas postagens sobre o meio ambiente, neste que é um dia a ele dedicado. O teu poema expressa bem o que tem acontecido com a natureza, fruto dos desmandos do homem que não sabe cuidar daquilo que tanto o beneficia.
    Os versos sobre a chuva que castiga tanto uma região, também são muito oportunos e com uma certa crueza nos trazem a realidade dos problemas dela advindo. Tanta água a se derramar por aí, e lá no nordeste aquela secura toda a castigar os nossos irmãos nordestinos.
    Segundo Einstein:
    "Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga."

    Que as horas dos teus dias sejam preenchidas com a mais bela poesia que pousar no teu coração.
    Meu carinho,
    Leninha

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  9. Hola paso por agreferte tu fidelidad en mi blog.
    Gracias.
    Besos

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  10. Gosto especialmente do segundo poema, cheio de ritmo e dizendo muitas verdades! Tudo o que se disser é pouco para chamar a atenção das populações para este assunto do ambiente e das agressões que diariamente lhe são feitas.
    E o poema que deixou no meu blog está adequadíssimo ao temo que escolhi para o último post...
    Um abraço deste lado do oceano

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  11. Amigo Laerte, obrigada pelo belíssimo soneto no meu blogue e parabéns por mais estes encantadores poemas!
    O ambiente e a natureza são, de facto, fontes inesgotáveis de inspiração!

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  12. Obrigada pela sua visita e poema, seu "Camões" de lingua lusa.

    Abraço,

    Ana

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  13. Laerte, amigo, não sabia nada desses dilúvios...
    Na semana passada, um amigo queixou-se de seca no Nordeste...
    será que a chuva anda mal distribuída?
    Os seus poemas são verdadeiros hinos! Tanta perícia, tanto
    talento, numa criatividade fecunda, rápida e extraordinária!
    É um prazer ler o que conosco partilha amigavelmente.
    Desejo muito que o problema do excesso de água se resolva sem
    tragédias...

    Nas próximas postagens vou ter Fernando Pessoa...
    Vai gostar.

    Dias mais amenos... que o Sol retorne a esse lindo país.
    Abraço, Amigo
    ~~~~~~~~~

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  14. Dois poemas importantes para nos fazerem pensar
    um beijinho
    Gábi

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  15. Boa tarde!
    Linda poesia em prol do meio ambiente, que é tão negligenciado... as "autoridades" se esquecem que sem cuidar dele, daqui a pouco de nada adiantará eles serem autoridades.

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  16. Caro Laerte,
    Muito bem, em lembrar o Ambiente. Infelizmente, não tratamos da Natureza com a grandeza que deveria ser tratada. E como se diz aqui por Portugal, "só nos lembramos de santa Bárbara, quando faz trovões". E, um dia a natureza, defende-se e nesse dia o homem chorará... sobre a sua poesia, ela fala por si. Parabéns.

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  17. Um espetáculo estes versos!
    Essa consciência me encanta, deveria ser generalizada e urgente, parabéns!

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  18. Olá Laerte
    Pintaste,a natureza com todas as cores...
    És muito bom a construir,versos.Gostei daqui e do lado de lá...

    Beijo

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  19. Será o homem um predador... que se devora a si mesmo...
    Suas palavras, resumem muito bem a natureza humana, Laerte... e a inconsciência das acções dos homens no meio ambiente!
    Dois notáveis poemas, que não poderiam assinalar de melhor forma, este dia...
    Um grande abraço! Bom fim de semana!
    Ana

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  20. Uma brilhante e poética homenagem à Natureza. Um alerta para que os homens tomem consciência, de como os seus atos impensados e egoístas, destroem o nosso planeta, a casa de todos nós.
    Bom fim de semana
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  21. Olá amigo Laerte! Maravilhosos poemas,com uma alusão à nossa mãe natureza. Que seria de nós sem ela.Ela que nos ensina todos os dias e que nos traz tanta vida. Bom fim de semana, grande abraço!

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  22. Lindo poema Amigo, a natureza agradece e eu também por compartilhar.
    Grande abraço, Léah

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  23. Fantástica postagem.
    Encantada deixo
    meu boa noite e
    os votos de um feliz domingo.
    Bjins
    Bjins
    CatiahoAlc./Reflexod'Alma

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  24. Realmente estão acabando com o planetinha, Laerte! Tanta irresponsabilidade, tanto pouco caso... Mas uma coisa que poucos perceberam, o planeta não chora, não se lastima, ele se vinga!!
    Olha o que está acontecendo no sul? Estamos embaixo d'água, como vocês aí e parte do país. Veja o Trump, não lhe interessa a poluição nem ter deixado o tratado da França, o que interessa é o lucro. Prezo os cuidadores do planeta, as ONGS não governamentais, mas não podem fazer mais do que estão fazendo. Pena, um planeta lindo, comove quando vejo as suas montanhas, seus rios, mares... Enfim, rezemos.
    Grande abraço, amigo!

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  25. Muito bom este teu espaço.
    Encontrei, li e gostei!
    Lola

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  26. Vi as notícias da chuva, creio que morreu gente por causa disso.
    Mas a natureza tem sempre razão no que faz. Por isso, há que a respeitar.
    Os poemas são excelentes. E ajudam a promover o ambiente.
    Bom domingo e boa semana, caro Laerte.
    Abraço.

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  27. As chuvas abundantes, as secas, tudo é responsabilidade dos homens que não sabem gerir o planeta...
    Quanto aos seus poemas você lida tão bem com as palavras que é um gosto lê-lo...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  28. .Será pouco tudo o que falarmos em favor da Natureza. Há tantos anos o homem devasta o mundo para enriquecer.
    Lembro-me de São Joaquim, quando de lá sai aos 11 anos de idade, e deixei os campos cobertos de araucárias, os nossos pinheiros. Depois de 30 anos lá retornei, e não vi mais os pinheiros.
    Um abração, Laerte.

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  29. Meu amigo: muitos, mas muitos parabéns pelas criações poéticas. São terríveis os cenários de guerra mas os crimes ambientais são algo de indescritível no que respeita à amputação do nosso planeta. Nunca se recupera e, matando parcelas dele, estamos a contribuir para a dizimação da humanidade. Mas, como ele não se queixa, só se manifesta, pensamos (sobretudo os arautos da economia) que é indestrutível.
    Bj

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  30. Passei para desejar um excelente fim de semana
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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