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terça-feira, 2 de abril de 2019

PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO BRASIL

Vídeo

Cântico em homenagem ao Senhor J. dos Passos

Música - Maestro José Manoel Ribeiro e sua equipe Letra - Laerte Tavares

A cidade de Florianópolis, desde a época em que se denominava Vila de Nossa Senhora do Desterro, foi e continua sendo um lugar de religiosidade cristã católica, dado o povoamento inicial, efetivado por portugueses que professavam e praticavam a religião católica. No século XVIII havia três importantes irmandades na Vila: a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, iniciada em 1745; a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, posteriormente denominada Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, fundada em 1750; e a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, instituída em 1765. A documentação dessas instituições apresenta informações relevantes sobre a contribuição religiosa, cultural, musical e institucional que elas deram à Florianópolis dos nossos dias.
Das três irmandades prestimosas e de fé, sobrevive com vida ativa e participativa junto à sociedade catarinense, a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, provedora do Imperial Hospital de Caridade que muitos serviços presta ao povo em geral.
A Irmandade promove a procissão da imagem do Senhor Jesus dos Passos, desde antes da instituição ter sido criada. A partir da cerimônia de fé cristã a procissão se repete ao longo dos duzentos e cinquenta e três anos de história.
Finalmente, após longas tratativas, desde o século passado, na próxima sexta-feira, dia 5 de abril de 2019, a nossa PROCISSÃO religiosa receberá o extraordinário título de PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL DO BRASIL, chancelado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Nosso sonho é de que em breve ela seja reconhecida pela UNESCO como PATRIMÔNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE.
 

Fica o convite para a participação da cerimônia de recebimento do título à procissão, dia 05/04/2019 às 17:30h na Capela MENINO DEUS no Imperial Hospital de Caridade.
Convidamos ainda para sessão de homenagem à Irmandade do Senhor Jesus dos Passos pelo empenho ao recebimento do título de Patrimônio Imaterial do Brasil à Procissão do Senhor Jesus dos Passos, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, dia 03/04/2019 às 15:30h
Cordialmente
Laerte Tavares
Irmão - Irmandade do Senhor Jesus dos Passos.  
  Livro relativo à história da imagem do Senhor Jesus dos Passos: https://www.amazon.com.br/IMAGEM-SENHOR-PASSOS-DESTERRO-S%C3%89CULO-ebook/dp/B0725RXNN7/ref=sr_1_fkmrnull_2?keywords=laerte+tavares&qid=1554236827&s=digital-text&sr=1-2-fkmrnull


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sexta-feira, 22 de março de 2019

FELIZ ANIVERSÁRIO À ILHA DE SANTA CATARINA



Nossa ilha de idílios está em festas. Florianópolis fundada em 23 de março de 1673 e emancipada em 23 de março de 1726, comemorará dois aniversários.
Oh, Ilha, como eu te quero balzaquiana, cumprimento-te pelo teu 346º (trecentésimo quadragésimo sexto) aniversário! Que sejas muito feliz! E que tenhas a doçura, a beleza, a elegância despojada e o brilhantismo de sempre. Sou saudoso, e na eterna juventude dos teus dias, sonho os dias de minha jovialidade, ora alquebrada pelos anos e sem o vigor da resiliência que te conserva bela, mesmo que um pouco marcada pelas rugas do progresso fatigante a timbrar-te, descaracterizando da Desterro pachorrenta ou preguiçosa. Sinto saudades daquela ilha que ainda vive em mim, a dos anos sessenta do século passado – ilha das canoas e baleeiras de pescadores artesanais que chegavam à Praia de Fora, hoje, Beira-Mar Norte.
A antiga Desterro era um porto de referência para os argonautas que navegavam por nossa costa, por possuir dois ancoradouros seguros – o da Baía Norte e o da Baía Sul. Com qualquer borrasca, se o vento fosse do sul, os barcos ancorariam ao abrigo do vento na parte norte, e caso o vento fosse norte ou nordeste, ancorariam na baía do lado sul.
Da mesma forma, no tempo ao qual me refiro, havia dois bares famosos na cidade de Florianópolis, o Bar Miramar sobre um trapiche da Baía Sul e o Bar Katcipis na Baía Norte, em que os aficionados por cerveja fugiam do Bar Miramar, quando dava o vento sul, pois as maretas respingavam as marmóreas mesas do estabelecimento, e o pessoal ia se abrigar no bar do grego – Bar Katcipis, na Praia de Fora. Já se a aragem fosse nordeste, os fregueses frequentavam o Miramar.