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terça-feira, 27 de outubro de 2020

CÂNTICO HOMENAGEANDO OS CEM ANOS DA ACADEMIA CATARINENSE DE LETRAS


imagem do selo comemorativo do cem anos da ACL

     Comoveu-me o grande maestro José Ribeiro, o popular Zezinho que ao ler em meu blog literário os modestos versos que fiz enaltecendo nossa Academia Catarinense de Letras, ele compôs daquilo, um excelente canto em homenagem aos cem anos de nossa academia, depois de me pedir licença para introduzir um refrão à letra.

Salve a nossa Academia!

Sodalício, eu me comovo

Sentindo-te glória do povo 

Que em popular cantoria

Canta com muita alegria

Um canto feito ao teu feito

Cantado com amor e o jeito

Do jeito que o povo sente

O teu sentido de ser

Do povo e a parecer

Com ele, evidentemente! 

Autor: Laerte Tavares


 

Cântico à ACL

Música: Maestro José Ribeiro - Zezinho e Josué Costa
Banda Stagium 10 Letra: Laerte Tavares Editora: Mayara Brognoli.

Novo livro de poemas:





69 comentários:

  1. Uma bela homenagem nesta composição musical (marcha) ao centenário.

    Ficou óptimo o refrão "Salve...", nesta
    letra de seu cunho, Laerte.

    Parabéns a si e aos maestros.

    Abraço amigo
    Cuide-se

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  2. Olá Laerte,
    Espero que esteja tudo bem consigo e com os seus.
    Belíssimo refrão, mas também só se pode esperar excelência da sua parte.
    Um abraço!

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  3. Lindo cântico e homenagem à essa linda data! abraços, chica

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  4. Felicitaciones, apreciado poeta, que tus versos sirvieran para un himno de inspiración literaria. Un abrazo. Carlos

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  5. Srrsssss... Lindo! Parabéns.

    Continuação de sentidas (e merecidas) comemorações.

    Abraço amigo.
    ~~~~

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  6. Que lindo esse hino à Academia:)
    parabéns a todos os participantes!

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  7. Todo que sea cumplir años es bueno personas o instituciones y si es de una cultural excelente.
    El himno es precioso.

    Saludos.

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  8. Longa vida à Academia
    que em Santa Catarina nasceu
    que os apaixonados das letras guia
    e a prosa que em cem anos promoveu!





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  9. Precioso homenaje Silo para esta academia de letras que nombras, y que suena estupendamente con la música. Hermoso coro.

    Un abrazo.

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  10. Se complementaram maravilhosamente, com gosto de nostalgia!
    Abraço, Laerte!

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  11. Mais uma vez, toda a glória à Academia Catarinense de Letras neste Dia Nacional da Poesia, com votos do maior sucesso ao distinto poeta que ocupa a cadeira 16.
    Parabéns, Laerte, pelo talento.
    Fiz no meu blog uma pequena homenagem à literatura poética brasileira.
    Votos de bom fim de semana num abraço cordial.
    ~~~~~~~~~~

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  12. Gracias por la visita,me gustó tu blog,saludos cordiales.

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  13. Que bela ficou a marchinha! Parabéns aos dois talentos, por essa rica homenagem à Academia Catarinense de Letras. Abraço.

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  14. Que linda homenagem, amei ler, ver, ouvir a marchinha e seu belo poema, sempre com a cultura em cima, parabéns à Academia Catarinense de Letras!
    Abraços apertados, eu feliz por estar de volta de umas boas férias, com todos os cuidados e responsabilidade!

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  15. hahaha!!! Que linda marchinha comemorativa!! Tem o espírito do povo catarinense, muito alegre!
    E tu, meu amigo, "bombando" na bela letra que saiu do fundo do coração, orgulhoso de participar e ocupar a cadeira 16!
    Aplausos, Laerte, uma ótima semana, com paz e saúde!
    Abraço e beijo a todos aí!

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  16. Parabéns amigo Laerte.
    Bela e sentida homenagem à centenária Academia.
    A marchinha está um mimo.

    Beijo.

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  17. Olá amigo Laerte!
    Obrigada pela visita e gentil comentário.
    Parabéns pela homenagem Academia!
    Bonito texto!
    Parabéns!

    Boa semana!
    Abraço!

    Mário Margaride

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  18. Faz bem em homenagear a sua Academia. Gostei imenso.
    Uma boa semana com muita saúde.
    Um beijo.

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  19. Poeta / Escritor, LAERTE TAVARES !
    Fico a imaginar o efeito deste cântico,
    elaborado, certamente, com tanto amor !
    Parabéns, Poeta, uma peça cultural para sempre...
    Um fraternal abraço e uma feliz semana !
    Sinval.

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  20. Eu que comecei por ser um muito sofrível utilizador da palavra dita e escrita. No entanto, por diversos motivos que me transcenderam em absoluto e que como tal estão a um nível muito superior a mim, quer como pessoa individual, quer como pessoa humana _ sim, se for o caso estou a dizer que estão ou pelo menos se aproximam dum nível Celestial/Divinal _, o facto é que a partir de cerca da minha segunda década e meia de vida, literalmente contra todas as espectativas até então, me vi forçado a começar a escrever para tão só necessitar sobreviver mais um (in)constante e (im)permanente presente momento. E tendo eu, de momento, já ultrapassado a quinta década de vida, sem jamais poder ou sequer querer deixar de escrever. De resto a escrita impôs-se-me, entretanto, como minha maior, melhor, quando não mesmo única forma de expressão e até de existência própria _ num fundo só após escrever tudo o mais me vale a pena, inclusive para poder continuar a escrever.
    Mas em suma e até pelo referido atrás, sem absolutas falsas modéstias, estou longe, mesmo muito longe de ser um académico do que quer que seja e das letras muito em particular, no entanto, apesar disso e/ou até por isso, muito me apraz constatar esta bela e inspirada homenagem à Academia Catarinense de Letras por parte do, por si só, iluminadamente letrado e por mim muito honrosamente estimado Laerte Tavares.
    Com um, por assim dizer, Atlântico abraço de admiração, consideração e gratidão _ salva ainda a rima, me subscrevo:
    VB

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  21. Olá Bom Dia!
    Adorei este poema á academia
    Muito bom gosto e dedicação
    Abraço

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  22. Agradecendo e retribuindo visita ao meu cantinho.
    Tudo de bom.
    Saudações ;)

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  23. Olá, querido amigo Laerte!

    A Academia Catarinense de Letras representa mto para você e daí sua homenagem, de que gostei imenso.
    Quantos "Zezinho(s)" a não amarão, também?

    Seu poema está mto bem feito e estruturado, e como sempre fico lendo e relendo o que você escreve.

    Me ri imenso qdo você no blogue do amigo português, Mário Margaride, disse que gostava de fazer poesia, mas não tinha talento, então só tinha a mania. Se enxergue, rapaz! Não sofra de falsa modéstia, pois você sabe mto bem o talento, engenho e arte que possui para a escrita, tanto prosa, qto poesia.

    A marchinha é bem agradável e apetece até ir com ela na rua dançando e trauteando.

    Obrigada por vir de novo ao meu blog e deixar aquele comentário tão rico de cultura e de carinho. Ah, e me deixou um beijo-rs. Estranhei pke sempre deixa abraço, mas eu retribuo o beijo para aí, para você e família.

    Dias felizes e sem pandemia!

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  24. Amigo Laerte,

    Deixei o meu comentário à meia-noite e um minuto daqui, portanto aí menos 4 horas, 20:01, e surgiu no seu blogue às 16:01. Que se passa? Fuso horário incorreto, não?

    Tudo de bom!

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  25. Uma bonita melodia, numa excelente homenagem.
    Gostei.
    Abraço e saúde

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  26. Uma homenagem é sempre uma honra . E vê- se o carinho pelo poema dedicado a Academia.
    Parabéns Laerte

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  27. Uma maravilhosa homenagem muito bonito, abraços.

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  28. Uma beleza de homenagem à Academia, gostei meu amigo.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  29. woaunh mas que linda homenage parabens adorei bjs

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  30. Não foi o primeiro no meu blog, não, mas foi como se fosse, amigo Laerte.
    Seu comentário, seu doce comentário, me aqueceu a alma e o corpo. Você é um poeta e um homem fantástico!

    Beijinhos pra você e para todos aí de casa.

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  31. Juntar Talentos, Parabenizar Talentos, abraçar numa mesma Homenagem a quantos elevam a cultura com dedicação, desprendimento e muito Amor.
    Me curvo e V. felicito.


    Abraço
    SOL

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  32. Bela inspiração, amigo Laerte.
    A sua Letra inspiradora musicada, uma
    homenagem inesquecível à essa Grande
    Academia.

    Parabéns ao Poeta e ao Músico.

    Abraços
    Olinda

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  33. Viva a Arte Literária!

    Com o meu fraterno abraço,

    Não estou sozinha na arena,
    Outros há que igual se batem;
    Trocando a lança por pena,
    Não há nó que não desatem!
    *
    Trazemos, na tez morena,
    Sonhos dos que não se abatem;
    Nossa fé não é pequena,
    Não há monstros que nos matem!
    *
    Pelo soneto, avançamos
    E em troca nada esperamos
    Senão este encantamento
    *
    De irmos, sem donos nem amos,
    Ouvindo os sons que tocamos
    Espalhados plo firmamento!
    *
    Maria João Brito de Sousa - 07.11.20

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  34. Vai esmaecendo o brilho sedutor
    Desse rosto que sei ter tido outrora,
    Mas que seja o soneto o redentor
    Da morte inevitável dessa aurora
    *
    Não há maior valor do que o valor
    De em verso ir renascendo a cada hora
    E a isto, meu amigo, eu chamo Amor
    Florindo em canto e cor plo tempo fora.
    *
    Que surja, da palavra intemporal,
    O verso que de parto natural
    Nasceu de humano ventre/humanas mãos
    *
    Que a Arte seja sempre universal,
    Que abunde e se reparta assim; plural
    No encontro virtual de dois irmãos.

    *
    Maria João Brito de Sousa - 07.11.2020 - 14.02h

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  35. Agradecendo a participação no Dia da Poesia do Brasil.
    Tenho mais poemas... Srrsssss...
    Dias pacientes e amenos.
    O meu abraço amigo.
    ~~~~~~~~

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  36. Olá Learte! Desejo que esteja tudo bem consigo.
    Como era de esperar da sua veia poética, apreciei bem a sua homenagem à Academia Catarinense de Letras. Parabéns!
    .

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  37. Oi Laerte,
    Linda letra e música
    Parabéns
    Abraços
    Lua Singular

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  38. Parabéns aos membros
    da academia. Não é sempre
    que se tem oportunidade
    de festejar uma data igual.
    Laerte, meu amigo. Um abraço.

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  39. Mais uma vez lhe fico muito grata, Laerte!

    Alguns talentos podem ser inatos
    E quantos não serão desperdiçados,
    Morrendo no silêncio porque os fados
    Nunca lhes foram nem um pouco gratos?
    *
    Facilmente nos chamam insensatos
    E muitas vezes somos abordados
    Por quem nos julga tolos, tresloucados,
    Que confundem o sonho com os factos.
    *
    Somos poetas, mas não somos loucos;
    Lucidamente vamos navegando
    Nesta barca em que muitos serão poucos
    *
    Pra dar quanto o soneto nos vai dando
    Enquanto alguns, fazendo ouvidos moucos,
    Decretam que o soneto está murchando.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 08.11.2020

    Com um forte abraço

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  40. Maravilhosa homenagem.
    Boa semana
    Abraços

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  41. Olá amigo poeta,
    Que maravilha esse cântico para a ACL, parabéns pela linda homenagem e pela inspiração nesta canção.
    Um abraço!

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  42. Que bello homenaje mi amigo,
    sinceramente escribs hermoso.

    Besitos dulces
    Siby

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  43. Eu disse para o Alécio que ela
    era o meu poeta preferido, mas
    depois dessa sua poesia, Laerte,
    você se tornou igual, igualzinho
    aos bons, aos ótimos.
    Um abraço e obrigado pelo momento.

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  44. Uma excelente homenagem.
    Bom resto de semana, caro Laerte.
    Abraço.

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  45. Belíssimo!
    Parabéns a você e ao membros da academia.
    Um abraço!

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  46. Não são, os dois conceitos, lineares,
    Não é, por vezes, fácil distinguir
    O Bem do Mal. Se acaso os encontrares,
    Cuidado porque podem confundir
    *
    Desde o mais apurado dos olhares
    Até ao mais sensível do "sentir";
    Amigo meu, se disto discordares,
    Imploro-te que me ouses desmentir.
    *
    Às vezes pelo Bem se faz o Mal
    E, noutras, pelo Mal pode obter-se,
    Inadvertidamente, o bem geral,
    *
    Cortando o Mal pela raiz, tão cerce,
    Que só tarde e de forma pontual
    O Mal dá conta e volta a reerguer-se.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 14.11.2020 -16.04h

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  47. Deu-lhe a vida, de presente,
    Apenas mais uma amiga
    Que em versejo persistente
    Faz do poema cantiga
    *
    Sempre, sempre que o consiga;
    Deu-lhe a vida, de presente,
    Esta que seu verso abriga
    Embora estando doente.
    *
    E se a saúde consente
    Mal outro verso lobriga,
    Deu-lhe a vida, de presente,
    Poeta que se afadiga
    *
    Pra lhe mostrar quanto liga
    A versos com remetente;
    Que esta amizade prossiga,
    Deu-lha a vida, de presente.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 15.11.2020

    Com o meu fraterno abraço!

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  48. Boa tarde, caríssimo Laerte, deparo-me novamente, com homenagens aos cem anos da Academia Catarinense de Letras.Confirmamos com sua postagem o real valor histórico e literário para a cidade, estado e país.O maestro José Ribeiro, acrescentou à homenagem, os seus versos os quais musicou com muita maestria.Isso nos mostra o quanto o poeta representa ao mundo literário. Parabéns,grande abraço!

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  49. Falham-me os olhos, vão falhando os braços
    E até o coração me vai falhando
    Inda que sobre as teclas vá teimando
    Em ser mais forte do que os meus cansaços.
    *
    Se galopa o soneto em seus compassos,
    Este, coitado, nem sequer trotando
    Se soube construir. Foi-se apoucando
    Na lentidão dos débeis ou madraços...
    *
    Mas lá se construiu, pese este peso
    Que o prende a tudo aquilo que eu desprezo,
    Rastejando, talvez, mas não vergado
    *

    Ao que assim o tornou fraco, indefeso;
    Arriscou tudo e, enfim, chegou ileso
    À praia onde julgou ter naufragado.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 17.11.2020 - 13.10h
    *
    Muito OBRIGADA!
    Envio-lhe o meu sempre grato abraço, Laerte!

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  50. Boa noite de paz e saúde, Laerte!
    Meus parabéns uma vez mais por ocupar uma Cadeira na Academia Catarinense de Letra e nos honrar com sua humildade.
    Muito bom e merecido o canto como fruto da sua poesia.
    Tenha dias abençoados!
    Abraços fraternos de paz e bem

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  51. Um complemento perfeito, para tão significativa homenagem!
    Ficou muito bem o cântico! Continuação de óptimas comemorações, de uma data tão preponderante, no universo literário de Santa Catarina!
    Um grande abraço, Laerte! E muitos parabéns, pela publicação de mais um livro seu... Fazendo votos de que seja o maior sucesso!
    Feliz semana! Tudo de bom!
    Ana

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  52. Divina não serei, nem divinal...
    Apenas incansável produtora
    Do soneto, do qual sou servidora
    Devota, fervorosa e tão leal
    *
    Que chego a transformar num ideal
    A sua melodia redentora
    Que nunca pára; toda a hora é hora
    De dar mais voz à voz que é musical.
    *
    Estou doente, porém. De quando em quando
    Vai-se-me a voz sumindo e degradando,
    Perde, o soneto, a força d`harmonia.
    *
    Descanso uns dias, nunca descurando
    O verso que mantenho em lume brando
    Até que em mim renasça a poesia.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 20.11.2020 - 12.02

    Fraterno abraço

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  53. Sim, serei eu. De corpo e alma. Inteira,
    Mas ironicamente retratada
    Pelo pincel da Musa transformada
    Numa caricatura ou brincadeira.
    *
    Esta musa que afirmo verdadeira
    É coisa que por mim foi inventada
    Pra partilhar a "culpa", se culpada
    Das minhas falhas, da minha canseira.
    *
    Sou eu cantando a minha pequenez,
    Sou eu que aqui respondo aos teus porquês
    Num pequeno soneto de amizade;
    *
    Já tudo o que afirmava se desfez
    Para à realidade dar a vez;
    Sou eu apenas, sou eu de verdade.

    Maria João Brito de Sousa - 20.11.2020 - 14.30h

    Outro fraterno abraço!

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  54. Parabéns pela excelente homenagem.
    Abraço

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  55. "Na imortalidade, pelo brilho",
    Há-de impor-se o soneto que me encanta,
    Com sua graça infinda; tanta, tanta,
    Que brilha mesmo enquanto sonetilho.
    *
    Da fraca verve com que hoje o polvilho,
    Nasce o fio do soneto e cresce a manta
    Em que a palavra canta e se acalanta
    Já livre do que dizem ser espartilho.
    *
    Nesta amplitude imensa me deponho;
    Lucidamente bebo o mel de um sonho
    Que bem sei, nunca irei concretizar.
    *
    A vós, ó sonetistas, eu proponho
    Que brindeis com a taça do medronho
    Que fui plantando neste meu pomar.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 21.11.2020 - 11.50h

    Com o meu fraterno abraço, Laerte!

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  56. "Plantada em Pantheon de seu pomar"
    Estará a sua obra, companheiro,
    Que agora estou cativa a tempo inteiro
    Disto que escrevo e do que ousei plantar.
    *
    Sem tamanho ou estatuto pra brilhar,
    Só quero brilho sobre este canteiro
    Que cresce de Janeiro até Janeiro
    Enquanto eu cá estiver para o cuidar.
    *
    Depois... depois a vida continua,
    Passa-se o testemunho, o verso estua,
    Talvez ecoe ainda, no futuro.
    *
    Talvez outro poeta, à luz da lua,
    Se lembre desta casa, nesta rua,
    E nela veja a ponte em vez do muro.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 21.11.2020 - 16.33h

    :) Outro abraço grande, Laerte! :)

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  57. O SONETO

    "Dá à luz o belo que o universo doura"
    Quem ao soneto queira como eu quero
    Se desse amor espontâneo, são, sincero,
    Nascer a flor que o fruto comemora.
    *
    Que a cada dia cresça, a toda a hora,
    Com a alegria que aqui recupero
    E a melodia com que hoje o tempero,
    Fruto que irmane este que colho agora.
    *
    Que soe musical, harmonizado,
    Que espelhe o pasmo de nascer espantado
    Do breve instante em que se improvisou.
    *
    Que volte a ser presente e não passado,
    Que no futuro venha a ser cantado
    Porque é muito maior que isto que eu sou!
    *

    Maria João Brito de Sousa - 22.11.2020 - 13.06h
    *

    Com o meu carinhoso abraço, Laerte!

    ResponderExcluir
  58. "Quando com frio eu fui dormir mais cedo"

    No travesseiro pousada, a cabeça,

    Como se houvera feito uma promessa,

    Ficou o dito-cujo mudo e quedo
    *

    Concedendo o silêncio que eu concedo

    A essa delicada e fofa peça

    Que me aconchega mal Morfeu começa

    A enlear-me no seu doce enredo.
    *

    É no mutismo da contemplação

    Que o travesseiro cumpre a tal função

    De garantir-me um sono repousante
    *

    E mudo ficará enquanto eu não

    Me levantar pousando os pés no chão

    Ainda que, talvez, cambaleante.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 23.11.2020 - 14.26h


    Forte abraço, Laerte!

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  59. "Deito com ela - a gente se ama(!)"

    Bem mais, ainda, do que amor promete

    E a toda a hora gente se repete

    Na partilha do sonho e sono e cama.
    *

    Vistas as coisas, assim, pela rama,

    Ao travesseiro pouco já compete

    E ainda que em conforto vos complete,

    Calado fica por respeito à dama.
    *

    Quanto ao meu travesseiro surdo e mudo,

    Pesadelos não tem, nem eu lhe acudo

    Se alguma vez algum vier a ter;
    *

    Serenamente durmo a noite inteira

    A não ser que uma cãibra traiçoeira

    Me atinja as pernas e me faça erguer.

    *

    Maria João Brito de Sousa - 23.11.2020 - 17.40h

    Outro abraço, Laerte!

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  60. "São um milagre mas, às vezes, falha"

    E é, no meu caso, o sódio que rareia

    Deixando-me num estado que falseia

    O aparente equilíbrio. O corpo ralha,
    *

    E até a mente, às vezes, se baralha

    Assim que a coisa se desencadeia

    E ou se recebe sódio pela veia,

    Ou morre o corpo durante a batalha.
    *

    Mas de outras coisas falemos agora

    Que eu não estou com vontade de ir-me embora

    Pois muito tenho ainda que escrever.
    *

    Tanta vez fui e tanta vez voltei

    Que, lhe garanto, até me habituei

    A essa coisa chata que é morrer.
    *

    Maria João Brito de Sousa - 23.11.2020 - 19.53h

    *

    Outro abraço, Laerte

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