No livro
CINEMA DE FLORIANÓPOLIS, Átila narra que no dia 28 de
dezembro 1895, no Salon des Indiens do Grand Café, no Boulevard des
Capucines, em Paris, acontecia a primeira apresentação pública oficial do
cinematógrafo. E na Ilha de Santa Catarina, em 21 de julho de 1900, houve a
primeira apresentação dessa arte (da internet à caravela há distância...), e no ano de 1908 é inaugurado o primeiro cine com exibição de
Figarot da ópera de Rossini, O
Barbeiro de Sevilha. Depois disso, o cinematógrafo tornou-se familiar na Capital
Catarinense.
Ora,
decorreremos sobre vocação marítima da Ilha e o seu desenvolvimento pela
navegação, pois “quem puxa aos seus não degenera” – dizia minha mãe que “nasceu
analfabeta” e se alfabetizou. Assim, a ilha dos silvícolas marinheiros que
ganhou o reforço dos marujos portugueses não poderia ter destino mais glorioso do que o
mar e portos de grandes e famosos navegadores antigos.
Ao empreendedorismo moderno, recebemos o sangue alemão de Brandemburgo, na pessoa de Carl Franz Albert Hoepcke que chegou a Blumenau em 1863, e evoluindo comercial e economicamente, estabeleceu-se em Florianópolis onde constituiu um império terrestre e marítimo. Quando o mundo começou a usar a máquina a vapor, nossa ilha também a usava nos navios do senhor Hoepcke que armou uma extraordinária frota de navios mercantes e de passageiros. Átila reproduziu essas embarcações em acrílico sobre tela e os descreve com maestria, cujas fotografias das obras que os representam, aqui postamos para ilustrar o quanto esta ilha sempre foi pujante.
E para
não afastarmos o lado literário, fica também um pequeno poema:
MAR D’IDÍLIOS
Tu que nasceste no mar,
Ó ilha, és marinheira.
Mas, lembra: estás à beira
Do continente, o teu lar.
A terra foi teu lugar
De construção – na carreira
Do estaleiro, à maneira
Destinada a navegar.
E sendo de almas iguais
Teus povos; com ideais
Afins à navegação,
Silvícolas e portugueses
Fizeram o mar, muitas vezes,
De pátria, pois dele são.










