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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

PRIMAVERA É FLORES E POEMAS


Logo mais iremos, Sandra e eu, à vernissage do meu nobre, particular e grande amigo Rodrigo Antônio de Haro, autor da obra acima da nossa humilde coleção, degustar, eu particularmente, um tinto, dada a temperatura que persiste em ser do inverno que longe já vai. Parafraseando Antoine de Saint-Exupéry, começo a ser feliz desde agora imaginando encontros que teremos com confrades amigos. 
Posta as flores, eis um poemito modesto para se fazer presente os meus versinhos que têm a intensão de alegrar o mundo que for triste.

OLHOS CADENTES


Esses teus olhos cadentes
Que me transpassam a ternura,
Na minha alma perdura
Quais brasas incandescentes.

Aferram-me a fogo e dentes
E me marcam com a doçura  
Virginal da criatura
Que és, mas que tu não sentes.

Teus olhos são duas luas
Sonolentas como as tuas
Carícias doces de amor.

Eu sonho o luar com as duas
Brasas em chamas e nuas
A incendiar meu pudor.

3 comentários:

  1. Vim conhecer teu espaço... Adorei e aqui vai:
    Os olhos dizem tanto
    num olhar...ou num sorrir...
    são carícias feitas de encanto.

    Bjo

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  2. Feliz por ter neste espaço
    Até então, pois deserto,
    Olhos distantes que certo
    Procuraram este regaço.

    Este poemito que faço
    De olhar lasso, mas aberto
    Faz o meu ser mais desperto
    Para deixar-te um abraço.

    E as carícias de encanto
    Dão-me a alma de um santo
    Para a retribuição

    Do teu poema que é um canto
    Cantado por acalanto
    E nina o meu coração.

    Minha gratidão. Laerte.




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  3. Há neste olhar algo que encanta
    Há neste olhar algo que inspira
    Há neste olhar algo de uma santa
    Claro que neste o amor respira.

    Muito bonito mestre, belo encantamento.
    Meu terno abraço e boa semana de paz.

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