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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MINHA ILHA E MEU VINHO

Amigos, vivo em uma ilha que, desculpem a água na boca, mas, é ela de um esplendor e beleza sem par. Amo esta Ilha de Santa Catarina como o vinho que degusto diariamente. São minhas paixões, menores, depois de o amor pela família e amigos, mas são duas paixões frenéticas, que me arrebatam e levam-me por rotas luminosas a grandes êxtases da alma, e quando dou-me conta, a razão me acorda, e deduzo por quais caminhos palmilhei no devaneio.

Eis que está chegando o verão e com sessenta e tantas praias à disposição, seria impossível deixar de sair e brindar o calor com a gelada cerveja ou o chope geladinho. E aí está a minha ira - faltar com a fidelidade ao terno vinho tinto, primazia minha. E na falta da eterna lealdade canina, quero homenagear o doce amigo com dois pequenos poemetos para brindar nosso verão, que dezembro o trará de direito.

Aproveito ainda o ensejo para erguer a taça à Rachel de Queiroz, grande escritora brasileira que eu a lia na juventude, ainda. Hoje, a saudosa imortal completa o 107º (centésimo sétimo) aniversário, primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Um brinde à Raquel escritora!...

Uma das mais desertas praias de nossa ilha - foto da web


Vamos aos sonetos, pois:

IN VINO VERITAS I


In vino veritas – verdade que assisto!
Pois quando o vinho nossa mente invade,
Transfere à alma toda a liberdade
De sentimentos e amor, pelo visto.

Bebeu Tibério, também tomou Cristo
O vinho às suas mãos e em verdade
Fez dele o próprio sangue da Deidade,
Deu graças ordenando: fazei isto...

Eu tomo à mão a taça o casto vinho
Sem procurar verdade, e adivinho
O que sem ele jamais saberia.

Na reclusão, não estando sozinho,
Eu o absorvo com afeto e carinho:
Verita est minha fantasia.
     Autor: Laerte S. Tavares

IN VINO VERITAS II


Tomo do vinho, enigma do amor
Como alimento da embriaguez
Do ébrio coração que pois se fez
Por próprio gosto, feliz ao torpor.

Se feito ao vinho, enigma for,
Ao coração a plena lucidez,
Tudo é mistério e será talvez
Mistério, a condição de sonhador.

In vino veritas – onde há a mentira?
O amor é uma verdade que delira
Em nossa mente, quer alegre ou triste.

Por isto quando bebo, tenho em mira
Fazer o amor vibrar ao som da lira
De uma opereta que minha alma assiste.
 Autor: Laerte S. Tavares 


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MEIO AMBIENTE - IMPONÊNCIA MAJESTOSA

FOTO: MARCOS LASER - SITE "DE BIKE PELA ILHA"



IMPONÊNCIA MAJESTOSA

Ilha, a lembrar paraíso...
Quando se vê, imponente
Esta ave ao piso assente
Da ciclovia – em seu piso.

Porém o ar convulsivo
 Do dia a dia fremente,
Paira em nossa fria mente
Como exceção - qual motivo?...

Lindo, preservar o meio!...
É tão bonito um passeio
Em presença de animais!...

Que seja o homem o esteio
Desta luta. Eu receio
Os “bichos” racionais!

VEJA VÍDEO: 
 https://www.youtube.com/watch?v=O27W5sYxFzI