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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A TAINHA

 IMAGENS WEB
A pesca da tainha, atendendo à lei federal brasileira, tem abertura hoje. Na Ilha de Santa Catarina é um dos eventos mais importantes à comunidade pesqueira, a comparar-se com a festa da colheita no Continente Europeu. A tainha é um peixe sazonal de dois quilos em média, que vive em águas doce e entra no oceano para a desova nos primeiros frios do ano quando gelam rios e lagoas, e ao receberem a água salgada, purificam vísceras e carne à condição do sabor suntuoso característico, e voltam à origem de julho em diante, já com os grãos das ovas fecundados, sob as escamas – antes, terminado o período pesqueiro. Esse peixe sai pelas barras dos rios ao estuário, aos milhares, lotando todo o litoral da costa sul brasileira, sendo em maior quantidade em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dada à existência da Lagoa dos Patos de dimensão enorme, seu excelente habitat. Alguns peixes vêm também do Uruguai e do estuário do Rio da Prata. A Tainha, além de ser um peixe saborosíssimo, sua ova, divina iguaria, tem comparação ao caviar, defumada ou salgada e seca, é a botarga brasileira.
Na nossa ilha, no século dezenove, a partir da colonização açoriana no litoral, o português teve que inventar maneira de pescar em maior quantidade esse tipo de cardumes, pois é peixe costeiro que dá no mediterrâneo, mas não nas ilhas oceânicas. A partir da pesca feita pelos indígenas em canoas de um só pau, que cercavam os cardumes em águas rasas com redes de fios de tucum (confeccionadas a partir das fibras retiradas das folhas e determinada palmeira de nome tucum). Uma vez o cardume cercado, as tainhas eram colhidas uma a uma com o auxilio das flechas ou mesmo pegas à unha. Conceberam, os açorianos,  as redes de arrasto lançadas pelas canoas indígenas e puxadas da praia a encalhar na areia da própria praia, por força humana, onde conseguiam capturar grandes quantidades do produto que chegavam pelo excesso, à distribuição gratuita aos pobres, que na maioria, seriam índios, os que os ensinaram a pescar.  Eis, pois, a retribuição grata e natural do intruso aos nativos. O relato mais antigo que se tem sobre a pesca da tainha vem do aventureiro alemão Hans Staden (1525-1579) que descreve essa atividade pelos índios carijós no litoral paulista.
Fuçando a História, achei muitos dados interessantes e resolvi compor um poema narrativo sobre a saga dessa pesca pelos açorianos em nossa ilha no século XIX. Poema esse constante do livro “Ilha de Idílios”. É uma narrativa comprida e chata tipo espada sem corte ou fio, que não chega a matar. Por isso vou postar aqui aos mais interessados pelo tema. 


Pesca de Tainha na Ilha de Santa Catarina


Em Florianópolis, antes...
Como era “de primeiro”,
Começava por janeiro
A todos os habitantes
       De profissão ou amantes
A tal pesca de tainha,
Porque o trabalho tinha
Que começar no verão
Pra tudo estar pronto, então,
Na hora que o inverno vinha.

Idílio de sol e mar
Esta Ilha do Desterro,
Mas sugeria o enterro
Pelo nome, a quem morar
Viesse nesse lugar
De nome feio mas belo,
Singular sem paralelo.
E aqui o seu habitante
De original o bastante
Tinha o apelido, amarelo.

Era da roça e do mar
Todo o povo em seu serviço
E vivenciavam isso
Com prazer em trabalhar
Em um e noutro lugar,
Fazendo parte da vida
Pra eles apetecida.
Não seria um mar de rosas,
Mas achavam prazerosas,
Tanto uma ou a outra lida.

Antes do inverno, a função
Seria o feitio de redes,
Dentro das quatro paredes,
Pois da própria habitação.
A mulher “dava uma mão”
Ao homem que a rede faz
Quando a noite trás a paz,  
Sob a luz do candeeiro,
Fumarento e com um cheiro
De banha de peixe e gás.

“Pomboca” era a lamparina
       Usada pra iluminar
Com um combustível vulgar.
Seria um frasco munido
De pavio ou um tecido
Como torcida, de um lado
Com a banha do pescado.
E do outro lado da torcida,
Sendo de bocal provida,
Teria o fogo ativado.

A esposa é a fiandeira
A cochar o fio ao fuso
No clarão meio difuso
Da pequenina fogueira
Feita no fogão, à beira
Da esteira posta no chão.
E assim ia esse serão
Até quase madrugada.
No outro dia, era enxada
E remo  no “ganha pão”.

Toda família, um tanto
Dessas redes, pois fazia
E quando chegava  o dia
De pescar, havia um manto
Delas, que ia de um canto
Da praia, a cobri-la inteira,
Entralhadas à maneira
Da lida.  Diversas braças
De redes “jogada às traças”,
Prontas à faina pesqueira.

Esgazeando ao poente,
Concentra a terra, então fria,
Mais ar. Por isso se via
O  Oeste estar diferente.     
E assim estando quente
As águas com sol no mar,
Elas tendem a evaporar
Deixando o ar rarefeito
E vem mais ar a dar jeito
Às condições de ventar.

O vento vindo do Oeste,
Aonde passa, regela,
Chamado “Rapa Canela”,
Pois perna que não se veste,
É a amostragem do teste
Por ficar tão branca, assim
Como uma flor de jasmim,
Com rugas e com escamas.
Esse vento e suas tramas
Fazem o peixe vir, enfim.

Ficando as lagoas frias,
O peixe sente mais frio
E vai pra dentro do rio
Quando caem as ventanias,
Fazendo das águas, vias
De acesso para o mar
Enorme e indo a nadar,
Ele afasta-se da costa.
Com mais frio o peixe encosta,
Se quente, em qualquer lugar.

E assim fica a ilha cheia
Por toda a orla marinha
De cardumes de tainha
Que quase encalham na areia,
Desde Armação – da baleia,
Volta à ilha, aos Naufragados.
Por quase todos os lados,
Há canoas lanceando
E a faina só para quando
Vir agosto – por meados...

Lindo! um lanço de tainha.
Pelo aceno do vigia,
Vendo na água sombria
Que o magote se avizinha,
Estendendo-se numa linha
Paralela à praia inteira,
Quase a encalhar à beira
Junto da arrebentação.
E eis a vez do patrão
Agir de sua maneira.

Grita com voz abafada
Pelo silêncio exigido
Para aguçar o ouvido
De toda a rapaziada
Que estava sem fazer nada
Até então. E agora,
Eis que é chegada a hora
Da companha e seus trabalhos
E entre elogios e ralhos,
Forma o grupo, sem demora.

Vão arrastando a canoa
Por sobre os rolos nos vaus,
Sendo uma esteira de paus
Como se estivesse à toa
Estendida em frente à proa,
Mas era a não enterrar
Os rolos, até o mar,
Na areia. Vão revezando
Vaus e rolos que saem quando
A canoa flutuar. 

Flutuando, o patrão dá
Ordens para cada um
E que tripulante algum
Desobedeça ou que vá
Fazer errado, que já
É expulso sem perdão,
Pois não pode haver “se não...”
Senão tudo é arruinado
E o sujeito sai a nado
Jogado da embarcação.

O patrão grita: proeiro!
E ele toma o lugar.
Depois retorna a gritar
E embarca o contraproeiro.
Sota! Voga! E o remeiro,
Último a ir é o patrão:
Pula com o remo na mão
Com uma destreza perfeita,
Enquanto tudo se ajeita
Para armar o arrastão. 

Cercam o cardume na frente,
No sentido da espia
Para onde o peixe ia
E é travado de repente,
Pois imediatamente
Lançam a rede no mar
Depois do voga atirar
À praia a boia e o calão
Para ficar preso à mão
De um homem em certo lugar.

Lançam chumbo e cortiça
E vão remando apressados,
Com peixes amontoados
Como areia movediça.
O patrão a rede iça
Para algum não ir pra fora
E então, com pouca demora
Volta pra trás o cardume.
Como o espaço se resume,
Parte do magote aflora. 

E vai se fechando assim
Feito um rosário de contas,
O lanço, tendo suas pontas
Próximas à praia por fim.
E desde cima do capim
Até ao mar, puxam ao ombro
Os cabos, postos no combro
Da praia por ajudantes,
Para a rede chegar antes
Do cardume. É um assombro!

E a tainha está cercada.
Então é só tentear,
Puxando bem devagar.
Todo mundo é camarada
Ali. Não pensam em nada
Mais que o próprio quinhão,
Do ajudante ao patrão
Daquela faina pesqueira.
E começa a brincadeira,
A festa e a “gozação”. 

Pouco a pouco o lanço vem
Se aproximando da areia,
Já parecendo mais cheia.
De perto, dá pra ver bem
O peixe num vai e vem
Nadando contra o tecido
Da rede. Ele é comprimido
Aos poucos e confinado,
Já não corre mais a nado,
É arrastado e vencido.

E quando essa manta encalha,
A tainha pula alto
Em desesperado salto,
A transpor-se sobre a tralha.
Para sanar essa falha
Toda a cortiça é erguida,
Fazendo parte da lida
Já programada também,
Porque essa faina tem,
Toda função definida. 

E assim com o lanço mais perto,
Todo o negrume distante
Da manta, é um estonteante
Fulgor de prata, coberto
Por ondas do mar aberto,
Também argento na cor
De idêntico fulgor,
Entremeado com o escuro
Que de longe era mais puro
E ali, quase que incolor.

A rede forma uma saia
Ou um saco intumescido
Feito de estranho tecido
Da areia escura da praia,
Da rede igual à cambraia
Branca do pano que tinha,
Com a parede de tainha
Espremida à face inteira:
Numa espécie de peneira,
O cardume mais se apinha.

E vão canoas por fora
A levantar toda a tralha
Com algum peixe preso à malha,
Ou acuado, ele aflora
Para tentar ir embora,
Salta, a cair na canoa
Que se enche desde a proa
Até a popa altaneira,
Agonizando em canseira
Pelo esforço feito, à toa.

Em terra quase encalhado
O magote está seguro,
Mas  sempre aparece um furo
No pano da rede, achado
Pelo fujão que a nado
Escapa com onda vazante.
Porém encontra distante,
Mãos de garotos espertos
Que vendo os furos abertos
Vão esperar adiante.

Está na regra da lida,
Pegar o peixe fujão.
Ninguém fica sem quinhão,
Ninguém fica sem comida,
Pois gente desconhecida
Que ali passa há de levar,
Para o sustento do lar,
Tainha graciosamente
Dada por um componente
Vendo o outro sem ganhar.

E essa grande fartura,
Tem a distribuição
A qualquer um cidadão
Ou a qualquer criatura
Que a fome matar, procura
Há de levar seu bornal
Cheio. E gente ou animal
Como cachorro vadio,
Cadela prenha ou no cio,
Comem também, ao final. 

Quando a rede chega em terra
Ainda levantam a tralha
Da cortiça e o patrão ralha,
Grita, gesticula e berra.
A força maior se encerra
Pro pano não se rasgar,
Que puxem bem devagar
Tenteando ao mar vazante,
Levando tudo adiante,
Sem que possam se afobar.

Vão tainhas em balaios,
Depositadas num monte
Lá em cima, bem defronte
Da rede, feita em “lambaios”,
Ante menções e ensaios
De retorná-la pro mar
Para que a possam lavar
Depois de tirar o peixe,
De forma que não se deixe
As ondas a enterrar. 

Com trabalho duro e lento
Igual  “cortiço de abelha”,
Esvazia-se parelha
Toda a rede ao movimento
Preciso, nesse momento,
Só da tralha da cortiça,
Cuja a montanha roliça
Reduz-se já quase em nada.
Mais uma vez enrolada,
Novamente ela se ouriça.

Chega a hora do balanço
Para o montante estimado
De tudo de um e do outro lado:
- “Deu vinte mili, esse lanço!”
- “Deu muito mai, olha o avanço
Do monte lá, grandalhão!”
- “Eu acho quele é então,
Do tamanho deste monte.
Por mais tainha que eu conte
Não acaba, a contação!” 

Um monte desce, o outro aumenta
Como uma nova montanha
Onde o mar enfim, não banha.
E quanto mais se acrescenta,
Mais aquela cor argenta
Vai ficando esfumaçada.
Depois já com “cor de nada”
Como se de areia pura,
O produto da mistura
Feita e ali amontoada.

Quando fica esclarecida
A contagem aproximada,
Começa a rapaziada
Se aglomerar com a torcida
Pra coisa ser dividida,
Mas não será ainda, não.
Tem lá fora a embarcação...
Pôr a rede no varal...
Só bem no fim, afinal,
Que é feita a repartição.

Então com pouca demora
O montão é feito em dois:
Dos donos das redes, pois,
E o do pessoal de fora
Que assim novamente, ora,
Vão dividir outra vez.
É um deles feito em três:
Para quem “deu uma mão”;
O que é da tripulação
E o de quem em terra se fez.

As quatro partes, pois são
Divididas mais de novo.
Assim ganha todo o povo,
Com critérios de antemão
Definidos em quinhão
Por função de cada qual.
Alguns ganham bem igual,
Outros, quinhões diferentes
Mas todos saem contentes
E isso é fundamental. 

A maioria vai embora
Depois de vender ou dar
Parte da porção. No lar
Cada qual se farta agora
Com peixe frito “da hora”
Ou com a ova de tainha,
A iguaria que tinha
Fama de deliciosa:
Seca mas meio oleosa,
É comida com farinha.

A parte mais trabalhosa
Era a dos donos da rede,
Não tendo matado a “sede
Com a cachaçinha (a tinhosa)
Em dois dedinhos de prosa”.
Coisa que faziam à tarde,
Olhando o tição que arde,
Tendo que o fogo apagar
Antes do galo cantar
No dia o último alarde. 

Carros de boi carregados,
Levavam cada quinhão
A cada dono ou patrão.
Assim por todos os lados
Estariam esses pescados
E sentia-se seu cheiro.
Por isso havia dinheiro
Para toda essa gente
E era moeda corrente
Peixe seco, o inverno inteiro.

Resto do arrasto na praia,
Ficava pro graxaim
Ou gambá. Coisas assim
Como o cação ou a arraia
Que a maré levava à raia
Do cômoro ou mesmo à beira
Do mato, com a sujeira
Do arrastão do tal dia.
E sobrava porcaria
Para a bicharada inteira. 

À noite havia o serão
Pra todo o peixe escalar,
       No aconchego do lar
“Dando, o vizinho, uma mão”.
Em um grande caldeirão
Era feita a caldeirada
E com a lida terminada
Comiam e iam dormir,
A sonhar com o porvir,
Já no fim da madrugada.

O “peixe escalado” era
Estendido nos varais
Em par. Sendo dois iguais
No tamanho que pondera
O mesmo peso, por mera
Estabilidade, ao estar
Estendido no lugar
Da seca de dois em dois
Amarrados, que depois
Eram vendidos em par. 

A graxa ou banha era
Separada e derretida
       À “pomboca” e a lida
Da vindoura primavera,
Tendo o fuso já à espera
Dessa tarefa caseira
Com a mulher na esteira
A fiar embiras novas
Por outros tipos de provas
Cochadas de outra maneira.

Depois de seco e empilhado
O pescado ia ao consumo
Com porções pra cada rumo,
Dependendo do mercado.
Vendido no atacado,
Também, a comerciantes
Que cotavam o preço antes
De obter mercadoria.
E no final, ele se ia
Por pombeiros (ambulantes). 

Pois bem, a banha tirada
Da barriga da tainha
Outra função mais, não tinha,
Além a de ser queimada,
Até alta madrugada
Do verão, fazendo redes
Dentro das quatro paredes
No referido serão
Ante o fogo do fogão,
Depois de matar suas sedes...

Posta ao fogo e derretida,
A graxa torna-se óleo,
Substitui o petróleo
E vai dar a luz à lida
De ter a rede tecida
Sob a luz do candeeiro
A desprender o tal cheiro
De banha de peixe e gás,
Quando a noite trás a paz,
Como era “de primeiro”.



44 comentários:

  1. UAU! Parabéns pela linda poesia inspirada nessa pesca que hoje inicia em SC. Jogaste bastante linha,rs... Tomara pesques muitas!rs São ótimas! abraços, chica, linda semana!

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  2. Sua poesia tem gosto e cheiro de tainha, das vivências do mar.

    Abraço!

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  3. Laerte: foi um prazer conhecer tudo o que envolve (e envolveu) a pesca da tainha, que desconhecia, assim como o foi ter lido o teu excelente poema narrativo sobre esta saga. A história local bem precisa de testemunhos deste quilate!
    (Ademais, acho muito interessante o contributo dos açorianos, eles próprios também ilhéus)
    Bjinho :)

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  4. A poesia mostra a grandiosidade da tarefa!!! Bj

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  5. Maravilhosa homenagem narrativa e poética à pesca e tratamento da tainha.
    Um grande abraço
    Maria

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  6. Eita que inspiração e folego.
    Vivi os primeiros vinte anos junto do rio, onde os homens pescavam pelo método do "cerco". Às vezes, convidavam o meu pai para participar. O meu pai era lenhador. Nós éramos muito pobres, a comida escasseava, e era sempre uma alegria quando convidavam o meu pai. Ele trazia sempre peixe, que escalava e punha a secar. Não sei se eram tainhas, mas como vê conheço a arte.
    Um abraço

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  7. Excelente homenagem, meu amigo Laerte, à Festa da Pesca da Tainha e aos pescadores, como esse teu poema-lição "Pesca de Tainha na Ilha de Santa Catarina", poema que diz bem do teu conhecimento do ofício da pesca, que para mim tem os seus mistérios, os seu perigos e a sua arte. A pescaria é o nobre ofício exercido por homens valentes, que não se atemorizam com os enfrentamentos que têm com o mar, mesmo a quilômetros do litoral, na sua luta contra ondas gigantes e traiçoeiras. Apendi muito contigo, Laerte, no teu texto que vem antes do poema. Parabéns também pelo teu excelente poema, "Pesca de Tainha na Ilha de Santa Catarina".
    Um grande abraço.
    Pedro

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  8. Maravilha essa homenagem à pesca da tainha e aos pescadores. Tanto o texto informativo como a bela poesia muitos ensinamentos e conhecimentos nos deixou. Abraços!

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  9. Uma homenagem primorosa à pesca da tainha com poema de tirar o fôlego
    E as informações nos deixa um legado de vultuoso conhecimento
    Obrigada pela visita e pelo poema excepcional sobre o meu acolchoado de nuvens
    Um abraço
    Gegê

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  10. Para escrever um poema desses.... é preciso ter amor ´pela coisa´....Já ouvi falar muito da Taínha por essa zona, mas
    depois deste post. nada mais tenho a aprender. Adorei.
    Abraço

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  11. Aunque el traductor no ha funcionado bien, he podido descubrir una bonita historia y un gran homenaje a esos pescadores.

    Gracias por visitarme, un abrazo.

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  12. Por costumbre doy la bienvenida, en el blog, a los que vais llegando, hoy te la he dado a ti. Abrazo
    P.D. Como me gustaría saber bien tu idioma

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  13. Um post interessantíssimo.
    Primeiro, pela descrição da tainha (eu não sabia que vinha dos rios para o mar...).
    Depois, pelo seu excelente poema, que imortaliza o dito peixe (adivinho que nunca nenhum poeta se atreveu a abordar a tainha do princípio ao fim, ou seja, da sua pesca até ao seu uso, que inclui o óleo/graxa iluminante).
    E o seu poema não é grande. Comparado com os Lusíadas é um por cento de um canto...
    Bom fim de semana, caro Laerte.
    Abraço.

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  14. Oi amigo,
    Nem fala em peixe, pois meu marido foi buscar o exame para ver do que estou com essa alergia, se for de peixe me mato, adoro peixe.
    Tainha, se comi fora quando criança, não me lembro.
    Adorei o poema, adoro aprender.
    Um lindo dia
    Beijos
    Lua Singular

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  15. Oi, Laerte!
    Eu frequentei por muitos anos seguidos, a Ilha da Magia, mais precisamente a Barra da Lagoa. Lá, fiz muitos amigos, todos pescadores, muitos pescadores de tainhas. Eles me contavam como pescavam na praia da barra. Do vigia que ficava no alto do morro, esperando avistar o cardume. Como eu só ia a Floripa no Verão, o que aprendi com os nativos "açorianos", foi tarrafear na lagoa e no rio! Até que aprendemos, eu, minha esposa e três filhos, a "matar"alguns camarões! Abraços!

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  16. Que poster interessante gosto muito de peixe. Uma pescaria
    nunca vi. Bom conhecer aqui. Poeta muito criativo. Parabéns

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  17. Temos um peixeiro, morador de uma comunidade, a quem encomendamos esse peixe, a saborosa Tainha, como ela é sazonal, só encomendo na época certa,como ele sabe do meu gosto, já nem preciso pedir, ele entrega uma vez por semana, até o fim da estação.Todos aqui em casa gostamos demais, costumo fazer um prato, chamado 'Tainha na telha', telha é uma forma de barro, própria para assar peixes, costumo fazer uma farofa de camarão com os temperos que nos agradam, recheá-la, forrar a forma com azeite de oliva (virgem), tampá-la com papel de alumínio, e a principal etapa COMER. Só não sabia da viagem dela dos rios para o mar. Achava que somente o Salmão era assim, vivendo e aprendendo.
    Gostei demais de tudo que li, aprendi, e me deliciei com o poema.
    Abração, Léah

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  18. Adorei ler Laerte,pois voltei ao tempo de jovem em que íamos passar férias em uma praia do litoral paulista e havia sempre a pesca da tainha.
    Bjs,obrigada pela visita e um ótimo final de semana.
    Carmen Lúcia.

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  19. Abençoada inspiração que teve ao escrever esta linda narrativa poética!
    Bom fim de semana

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  20. Oi Laerte
    Estavas divinamente inspirado quando se dispôs a compor este primoroso poema em homenagem à pesca da tainha
    Um abraço e bom fim de semana

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  21. Oi, Laerte, gostei de saber da Tainha, lembro muito de meu pai que adorava pescar, era apaixonado,mas sempre por esporte. E ouvia falar da tainha e do bagre. Mas você que é especialista em peixe, o que acha do bagre? Já passei maus momentos com bagres e 'mãe d'água' (água viva). Uma dor horrorosa, parece que perde-se os braços.
    Sempre soube que o pescador profissional é um homem corajoso, decidido. Diferente dos amadores que brincam de pescar. Tua postagem não deixa de ser uma bela homenagem!
    Abraços daqui do sul, donde temos uma mar não muito amigo, pra lá de revoltado!rss

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  22. Bonita homenagem aos pescadores da pesca da tainha.
    Um beijo.

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  23. Muito obrigado pelas lindas palavras =)

    Beijinhos

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  24. Um peixe com demasiadas espinhas para o meu gosto.
    Aquele abraço, boa semana

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  25. Una bella narración poética como homenaje a este pescado y a los pescadores.
    Un abrazo y feliz semana.

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  26. Muito interessante este trabalho meu amigo só é pena eu não gostar de tainhas aqui em Setúbal no rio Sado há muitas mas como andam por baixo dos barcos algumas sabem a gasóleo.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  27. Su poema es toda una crónica de una costumbre que desconocía.
    Felicidades.

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  28. Cada país tiene sus tradiciones y trata de no perderlas pese al paso de los años.
    Es bonito el entusiasmo que se pone en la pesca de la lisa, cuando se abre la veda, entiendo que es similar cuando en España se abre la veda de la caza o se festeja la cosecha que tú mencionas en esta entrada. Desconocía que tuviera un sabor tan exquisito.
    Un bello poema que resume en verso todo el encanto y profesionalidad de esos pescadores que aman su oficio.
    Cariños y buen comienzo de semana.
    Kasioles

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  29. Estava muito inspirado para o poema. Gostei de ler!

    Um beijinho no coração, fica com Deus!
    Diamonds In The Sky, Daniela Silva

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  30. Foi uma leitura interessante...
    Como dizem os açorianos, que pachorra o amigo tem em escrever uma história narrada em verso rimado! Aplaudo de pé!
    Dava-me muito jeito uma tainha fresquíssima, da rede direta para o meu jantar... Só de pensar...
    Uma admirável ligação às suas raízes ancestrais.
    Dias felizes, Amigo.
    Abraço
    ~~~

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  31. Voltei pra agradecer a linda poesia deixada lá nos céus...abraços, ótima semana,chica

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  32. Olá Silo
    A época da tainha é a mais gostosa, adoro, é meu peixe favorito.
    Abraço.

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  33. Com certeza a 'cachacinha 'e os 'dedos de prosa' são essenciais na vida dos pescadores.Não em alto mar,claro.
    Gostei do poema que narra com fidelidade a pesca da tainha.
    Amo peixes,mas nao sei distingui-los (sempre pergunto o nome deles)rs
    Parabéns e meu abraço

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  34. Olá Laerte, obrigada pela visita no meu cantinho.
    Adorei este post sobre a taínha. Peixe este, que aqui, por este lado do mar, se encontra mais em rios - ou nos estuários - e águas pouco profundas. Aprendi com o poema: interessante, rica e poética a forma de descrever a pesca. Perceber as diferenças de costumes e artes, é um enriquecimento fabuloso. Obrigada.
    Uma boa semana.
    Beijo de luar

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  35. muito interessante a narrativa e o poema muito bem rimado, e original, que deve ter levado muito tempo a escrever(penso eu).
    beijinhos
    :)

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  36. Gostei desta combinação de narrativa assim como do lindo e longo poema!
    Quanta diferença entre o apreço e fartura da taínha no Brasil e aqui. Saio mais rica!
    Beijinho

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  37. Laerte, vim ao teu espaço não apenas para agradecer a amabilidade do belo soneto que me dedicaste, como também para conhecer o teu blog.
    Se já me sentia privilegiada por receber versos de alguém que me visitava pela primeira vez, imagina agora ao ver que os mereci de um poeta/contista/prosador já renomado. Grata por me fazer tão “especial” com a tua deferência.
    Quando da primeira vez num espaço gosto de dar uma passeada por algumas postagens para conhecer o estilo da pessoa. E assim eu fiz por aqui, quando pude apreciar a forma como transitas pela vida, esse jeito agradável de estar no mundo blogueiro e de conquistar admiração e respeito dos amigos que te visitam, através das postagens que preenchem o teu olhar e faz surgir os sentimentos e emoções que tu tão habilmente transformas em poesia.
    Pude perceber que prezas as tradições, a história, o prazer que tens em homenagear os amigos, a sensibilidade em falar sobre os acontecimentos que causam/causaram impacto, a exemplo da tragédia que vitimou o time Chapecoense, a delicadeza dos versos dedicados às mulheres no seu dia (que são tantos, que são todos, que são eternos...), e notadamente a sensibilidade nos versos com que terminas alguma biografia.
    Enterneceu-me a humildade desta autodefinição num dos teus comentários: “Eu sou um versejador. Um engenheiro construtor de versos. Só sei fazer cálculos de sílabas para dar ritmo e contar versos para darem estrofes”.
    Também a destacar a homenagem prestada aos profissionais (no seu dia), prenhe de admiração que transformas em belos versos.
    Encantou-me também uma postagem onde falas de férias: “Amigos, vou tomar férias... E tiro férias como penso deveria eu ter chegado ao mundo: vir para o mundo a passeio, não a trabalho, diria”.
    Que privilégio poder descansar num lugar aprazível, junto dos “amores da tua vida”, numa casa localizada distante da praia apenas 30 metros... Amo o mar, e sempre que posso estou a apreciar aquela imensidão que nos torna tão pequenos diante da sua majestosidade.
    Para além destas “pinceladas” existe ainda muito para ler, o que farei ao longo do tempo em que vier te visitar, pois a tua casa é destas que a gente chega e se sente bem acolhido, tendo uma variedade de assuntos para “prosear”.
    Finalizando, gostei desta última postagem sobre a tainha, que eu só conhecia mesmo o sabor (risos), principalmente quando a degusto recheada/assada no restaurante (talvez a denominação de buteco fique melhor, rs) de um grande amigo, cuja atração é este peixe.
    Já tomei a liberdade de copiar a tua postagem (o poema também), claro que com os devidos créditos, e vou levar para o meu amigo para que amplie os conhecimentos que ele já tiver adquirido sobre o assunto.
    Quanto a dizer que se trata de “uma narrativa comprida e chata”, não comungo a tua opinião. Apesar de ser longa, a leitura dos versos nos traz uma cadência deliciosa, gostosa de ler, o tipo de versos rimados que muito me atrai. E tal construção, tu bem sabes, não é qualquer poeta que consegue, pois há que se deter conhecimento/capacidade/determinação e, principalmente, uma veia literária extremamente antenada com a Poesia.
    Assim como tu, grande poeta!
    Gostei muito de estar aqui, de ter recebido a tua visita, e de ter a certeza de um dia poder te chamar de amigo...
    E aqui ouso parafrasear a famosa frase final do majestoso filme, o clássico: Casablanca: “Laerte, acho que este é o começo de uma bela amizade”.
    Que tu possas encontrar nas horas dos teus dias centenas de motivos para continuar a sorrir para a vida, e que as estrelas que pousarem no teu olhar possam nos trazer os versos mais bonitos da tua Poesia.
    Com muito apreço e consideração,
    Helena

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  38. Gracias por esta extensa e interesante información.
    Poco entiendo de pesca, pero hoy en tu espacio he aprendido de la Lisa, (Salmonete) A Tainha y su sabor, la verdad es que no conozco mucho del mundo marino.
    Muy bello poema le dedicas a la Lisa.
    Un abrazo.
    Ambar

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  39. Por lo que he leído te gusta pescar, sobre todo salmonete, qué rico, si te sobra alguno me lo mandas.
    Gracias por la bella poesía que me has mandado. refiriénote a la mía, se ve que tu musa está bien despierta.
    Un abrazo, feliz fin de semana.

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  40. Descrição magnífica. Um Tratado de saberes e Honra a quantos labutam esta faina, tudo muito bem "acolchoado" num Poema de grande valor.
    Muitos Parabéns, Laerte.
    Adorei.


    Abraço
    SOL

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  41. Sempre muito gratificante visitá-lo.
    Um abraço de bom fim de semana pra ti.

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  42. Huuummm...esse peixinho frito "da hora " fez-me crescer água na boca, e acompanhá-lo-ia com a "tinhosa" se eu fosse dada a isso.

    A introdução que nos insere na época e na faina e, depois, tudo isso vertido num poema, faz-me ter vontade de lá estar e tomar parte nessa actividade. Mas, só vejo homens ali! :) Também por cá a pesca é trabalho de homens. Vêem-se as mulheres na lota, na altura da divisão do peixe.

    Muito obrigada por essa transmissão de saberes.

    Abraço

    Olinda

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