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domingo, 31 de julho de 2016

FÉRIAS EM ARMAÇÃO DO ITAPOCORÓY


DEPOIS DE ALGUNS DIAS DE FÉRIAS DE INVERNO EM MINHA QUERIDA ARMAÇÃO DO ITAPOCORÓY, NÃO PUDE DEIXAR DE FAZER UNS VERSINHOS...


NO FIM DE UMA MANHÃ ENSOLARADA

O mar é de um azul claro estampado
Por marolinhas mansas cor de prata
A refletir a luz, que o sol refrata
Em suas cristas e sai do outro lado.

Um barco adentra o porto, já adernado
Talvez por pescaria boa e farta
Desta Armação que a tradição retrata
Numa fartura do rico pescado.

Ah bela Armação doce e querida!
Dos ancestrais que me geraram a vida,
Minha e vindouros que eternizarão

A tradição da pesca, como a lida
Precípua sua, que foi concebida
Desde o começo a ser Armação.


VENTO OESTE

Quando o vento oeste encrespa o leito
Do mar que se acinzenta marolento,
O pescador já sabe que esse evento
É o prenúncio de seu bom proveito.

Um lanço de tainha está sujeito
A efetivar-se, na calma do vento,
Que além do peixe para o seu sustento
Traga o dinheiro a um inverno perfeito.

Assim, o pescador artesanal
Conhece bem a pesca sazonal
Que no inverno elege a tainha

À pescaria como um ritual
Desde o verão para ter o final
Só quando agosto chega ou se avizinha.


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