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sábado, 3 de fevereiro de 2018

ARMAÇÃO DO ITAPOCORÓY E SUAS BELEZAS

ARMAÇÃO DE ITAPOCORÓI

Vista panorâmica de Armação. Obra do pintor francês Jean Baptiste-Debret 1827

   Como alguém que arruma a mala fazendo cálculos mentais e desce para acertar contas na modesta hospedaria, eu suspiro, tomo sentido, somo e sondo meus últimos dias de férias neste encantado e aprazível lugar - Armação do Itapocoróy, onde há encanto em cada canto, desde o canto do sanhaço ao canto da varanda já vazia, em que a churrasqueira jaz, ou ao canto do mar sem canto que tanto soluça em paz. Foram dias prazerosos, os meus, e os dias dos meus também. Mas com estadias de graça? Não quero fechar a conta mas quero pagar a monta, sem haver como quitar. Feito um hóspede humilde que dá seu último réis ao hospitaleiro hospedeiro, eu lembro, por gratidão, deixar meus versos sem graça, para que algum verso faça sentido à exaltação desta querida terra (Ex-Arraial de Itapocoróy – muralha de pedra; solo dos índios Carijós, colonizado por pescadores portugueses continentais, e que mais tarde, a partir do séc. XVIII, devido à invasão dos espanhóis na Ilha de Santa Catarina, passou a ser habitado por grande número de pescadores portugueses açorianos que transferiram consigo da terra invadida, as instalações de uma armação baleeira e aqui estabeleceram a sua estrutura, onde havia o processamento da baleia, desde a pesca, a extração do azeite e da barbatana a serem comercializados – e o sítio passou a chamar-se Armação).
    O local é reduto de destaque pela beleza de suas praias e matas, retratadas com perfeição nas telas do pintor francês Jean Baptiste-Debret em sua passagem pelo arraial. Peculiaridades como os costumes e características da população, além da importante riqueza natural, foram motivos de perfeitos registros em cap. no livro “Viagem à Província de Santa Catarina”, do botânico francês Auguste de Saint-Hilaire, quando da sua visita à Armação de Itapocoróy no ano de 1820.

Minha Armação bela e calma,
Tu és a paz da minha alma...

Tua enseada singela
De nome Itapocoróy
(O muro que te constrói)
Tem a Praia da Cancela,
Que é à costa paralela
Mas totalmente virada
De costas, nesta enseada,
Para o oceano aberto
Atrás do muro, mas perto
Da atlântica orla molhada.

Bem defronte da Cancela
Vê-se a Pedra do Robalo.
À frente, em curto intervalo
Há a Pedra do Bagre, bela
Formação rochosa, e ela
Tem por vizinho do lado,
O tal Cavalo Escanchado:
Matacão, que ao separá-lo,
A água, lembra um cavalo
Com o lombo bem arqueado.

Lindo é olhar da praia
O sol pondo-se no mar
A refletir e a pintar
O céu com cor que se espraia
Pela penumbra, e desmaia
Nos braços da Penha, à frente,
Para tingir o poente
De um amarelo-canário,
Formando lindo cenário
Transcendental – comovente.

Colada com a Cancela,
Fica a Praia da Companha,
Expressão que hoje é estranha.
Porém o nome revela
Uma guarnição singela
Posta ali, de prontidão
Para entrar em ação,
Nessa praia de areia,
Quando ia buscar baleia
Arpoada por arpão.

A Companha é divinal!
Por profunda e água mansa,
Logo a baleeira alcança
O porto e o larga igual.
Toca a quilha mal e mal
Na areia. As baleeiras
São embarcações ligeiras,
A remo, com popa e proa
Iguais e quando ela arpoa
Singra das duas maneiras.

Com um trapiche  em cima dela,
Passou o povo a chamá-la
Praia do Trapiche – fala
Que toma corpo e revela
Ser uma corruptela
Que afronta sua história,
O seu legado e memória
Dos ancestrais portugueses
Que por isso, muitas vezes,
Torna a tradição inglória.

Um pouco mais a diante
É a Praia da Carioca,
Denominação que evoca
À fonte havida, bastante
Buscada por navegante
Para aguar a embarcação
Aportada em arribação
Por mau tempo, ou por destino
De algum nauta peregrino
Em busca desta Armação.

O Porto da Carioca
Fica antes da Igreja.
Ou quase em frente, que seja,
À Croa, que o povo enfoca
Como Coroa, na troca
De nome. E o sentido
De croa, sempre foi tido,
Por assim representar
Um certo baixio no mar
Que nunca é emergido.

Dois molhes formam a Croa
De pedras muito pequenas
Soltas, e são às centenas
Ou aos milhares, à toa
Nos dois molhes, um aproa
Ao mar, outro transversal
Forma uma cruz, qual sinal
Da tradição portuguesa.
Curiosa, com certeza,
A coincidência, afinal.

Bem do lado da croa
Era encalhada a baleia
Onde o baixio era a veia 
De escoamento por boa 
Fundura que uma pessoa
Tinha a fazer o primeiro
Serviço de carniceiro
Do animal não bem morto
Que ia expirar nesse porto:
O Porto do "Matadeiro".

Mais a frente é o Cascalho;
E Ponta da Cruz em seguida,
Por primeira cruz erguida,
Portuguesa, em carvalho.
Nesta ponta o eterno malho
D’água fez o Boqueirão,
Pelo poder da erosão
Contínua de ondas do mar.
Nesse vão dá de passar
Só miúda embarcação.

A Praia do Cascalho é
Forrada em tapeçaria
Bordada, e a pedraria
Branca chega ao mar, e até
Muita gente “bota fé”
Que vá além da croa,
Tal tapete, com a proa
Defronte da Carioca
Em que seu extremo toca
Numa laje, onde se esbroa.

A Praia do Cascalho dá
Visão aos belos ocasos
Do Sol, refletindo em rasos
Baixios da croa, até já
Foi visto ali o que há
De crepúsculo singelo:
“Cor de canário amarelo”,
Dizia o grande poeta
Marcos Konder, de seleta
Percepção para o belo.

Assim, a Ponta da Cruz
Que é o marco inicial
Do muro monumental
Dessa enseada de luz
É imponente e induz
A pensar numa muralha
Descomunal que se espalha
Dessa ponta para frente
“Itapocoroyamente”
Como, da cortiça, a tralha.

Vem o Buraco do Pato,
Denominação de abrigo
Ou caverna, que consigo
Crer, ter por nome, o fato
De vir direto do mato,
Patos para procriar
Ali naquele lugar.
É uma pequena caverna
No costão, e a parte externa
Do assoalho é no mar.

A Praia da Paciência,
Fechada do mar revolto,
Deixa o pensamento solto
Matutando na ocorrência
Do nome. A prevalência
É da espera demorada
Das lanchas para a emboscada
Quando iam arpoar baleia,
E ficavam horas, à alheia
Vontade, sem fazer nada.

Da Paciência, em via
Do costão, vem logo à frente
Ponta da Guaivira rente,
Quase, à Ponta da Vigia
Onde o olheiro fazia
Vigília e ia em caminho
Da Paciência, sozinho,
Às vezes com maré-cheia,
Avisar que viu baleia
Ao seu comparsa vizinho.

Da Ponta da Vigia à diante
Descortina-se o Oceano
Aberto, o mar soberano.
Seguindo o costão avante 
A paisagem exuberante
É divinal, pondo à vista
Praia Grande. Dali dista
Pouquíssimo, e os promontórios
Cercam as praias - divisórios
Muros em forma de crista.

Ali uma prainha há
E no seu mar um peixinho
Que vive sempre sozinho,
Sem cardume, o marimbá,
Peixe que o nome dá
À praia depois da Vigia
E que dispõe da magia
Em sumir com a maré-cheia.
Parece uma coisa alheia
Ao costão - anomalia.

Já contornando a Vigia,
Como uma folha de flandre,
Abre-se a Praia Grande. 
Com um recanto inicia
Findo o costão - a Bacia.
A Bacia do Chuveiro, 
Devido a um banho ligueiro
Que se toma. Quando a onda 
Bate no costão e estronda,
Molha àquele sítio inteiro.

Porém, tomem atenção 
Tal nome foi dado agora
E talvez não por quem mora
Na região de Armação.
É, a denominação, 
Mova, dada por turista 
Com esse ponto de vista.
Os outros são bem antigos
E chuveiro é um dos artigos 
Modernos; não cabe à lista. 

E é Praia do Santo Antônio
Local do mais raro encanto,
E extrema à Praia do Canto,
Como sendo patrimônio
Do santo do matrimônio
Por crendice e por enleio.
E segue a Pedra do Meio,
Depois, a Praia do Lanço
De mar plenamente manso
Onde o arrastão vem cheio.

A do Lanço, é praia amena
De ondas, própria ao banho,
Tem limitado tamanho,
É tranquila por pequena
Em que atrás a mata acena
Com sombras aconchegantes
A quem toma banho antes
Na água supersalgada
Que às vezes dá uma queimada
Nos incautos visitantes.

A Pedra da Cerca é
Estendida ao mar. Pra
Já inicia o Poá
Com praias que vão até
À Ponta do Finca-pé.
Primeira é a Praia da Chica
De vegetação tão rica
De mata densa o bastante
E visual deslumbrante
Que muito significa.

Depois da praia citada,
Há a Pedra da Figueira,
Cuja árvore sobranceira
Tinha uma enorme galhada
Ao mar. Por mal-assombrada,
Os antigos tinham ela
Qual guardiã de cancela
Da Praia Grande à diante,
E por enorme, gigante,
Era estranha sentinela.

Segue à frente o Costão Liso
Avançando para o mar
À “A Recife”, o exemplar
De um recife, conciso,
É piscoso e paraíso
De marisco e de goiá.
Continuando, pra lá,
Há o Lajeado de Fora,
Onde o mexilhão aflora:
“O marisco do Poá”.

E panoramicamente,
Do Poá avista-se  até
À Ponta do Finca-pé,
A expor-se mais à frente.
Depois dessa Ponta, a gente
De novo vê o oceano
Gigante, manso ou tirano
Na dependência do vento
Que manobra o movimento
Das ondas, feito um insano.

Do Finca-pé, vem a Ponta
Do Paiol, onde cratera
Assemelha-se ao que era
Um paiol ou silo, em monta,
Dos antigos, e se conta
Que um monstro morava lá.
Na versão que o povo dá
Parece ser fantasia
Do povo que se iludia
Com história de boitatá.

Depois, Rego do Varrido,
A Passagem do Cachorro
E São Roque - grande morro.
À frente, Praia da Estrela
Também bonita de vê-la
Pela sua enorme Ponta,
Ponta da Estrela que aponta
À enormidade do mar
E conta com algo a brilhar
Quando a luz solar desponta.

O Poço Negro é um buraco
Profundo dentro do mar,
Excelente pra pescar.
Quando o nordeste é fraco
O pescador “enche o saco”
De tanto peixe que tem.
Sai dali e manda alguém
Para pegar seu quinhão
De pesca. Em substituição,
Dá vez, esse, a outro também.

Na sequência o Cantagalo, 
Entre pesqueiros, é um
Pesqueiro tido comum,
Porém se deve citá-lo
Por ser pequeno intervalo
Piscoso desse costão,
Mas eis que assombração
Deixa o local mais famoso
Por galo misterioso
Que canta triste canção.

O meu avô me dizia
Que o nome de Cantagalo,
Dado àquele gargalo
Do costão, cuja ardentia
Em noite escura luzia
Feito boitatá gigante,
Era por mirabolante
Crendice que ocorria,
 Cuja fantasmagoria,
Dizia-se horripilante.

Era de causar espanto         
Devido a um galo encantado
Que ali cantava. Era um dado
Tenebroso, pelo canto
Representar mau-encanto
D’alma penada que havia
Nesse lugar de magia
Por cantar fora de hora
E ouvia-se desde fora,
Já da Ponta da Vigia.

Da Ponta do Cantagalo
Vê-se, como leque aberto,
Ene praias. Descoberto
O panorama é um regalo
Aos olhos, e como um vassalo
Olha Sua Majestade,
Olha-se sem liberdade
De qualquer indiferença,
Porque o belo é presença
Feito solidariedade.

Dali em frente, a visão
É bem mais maravilhosa,
O olhar desfraldado goza
De um deslumbre, o vão
De praias e do costão
É sonho mirabolante
Porque se enxerga à diante
Areia que ao mar se espelha      
Da bela Praia Vermelha
Feita em praias – o bastante.

Primeira é a Praia do Lanço
Que se vê do mar, ao longe.
Cerca-a a Pedra do Monge,
Lajeado no mar manso
Que segue num breve avanço
Para a restinga inclinada
Contrária e termina em nada
No encontrar desses dois
Acidentes. Vem depois
Outra prainha encantada.

Tem a do Rabo-da-baleia
E outras menores também.
No mar segue para além
A Laje Grande, uma veia
De pedras, ela é alheia
À praia, e vai pelo mar
Até bem fora a ficar
De superfície de fora.
E vagalhões, toda hora
Castigam em cheio o lugar.

E na Ponta Negra, enfim,
Finaliza a proteção
Que cerca toda a Armação
Da fúria do mar sem fim,
Por ser abrigada assim,
Vive tranquila a baía
Sem ressaca ou maresia
Com águas calmas de lago.
Ah... Armação, és meu pago!
És minha doce alegria!

Praia encantada de sonho
Onde amigos pescadores
Têm vidas e seus labores,
Como Lúcio, o Dé, o Tonho,
O Bem, de ar tão risonho...
Que chegam do mar no porto
A reviver o conforto
Na frente de nossa casa.
E o camarão extravasa
Por cima do cesto torto.

Sou um privilegiado
Por termos aqui uma casa,
Em solo de terra rasa,
Que há muito está sendo herdado
Por ancestrais com um passado
De mais de trezentos anos,
Solidários e humanos,
Agora tocou a mim
E hei de passá-lo assim
Quais desígnios soberanos.

Da Companha, vejo atrás,
Nascer o Sol. Do outro lado
No mar, morre ele afogado
E à noite, o Astro ali jaz.
Armação dorme na paz
Do som das ondas do mar,
No silêncio, a marulhar.
A Ilha Feia, vizinha
À noite, quase sozinha
Contempla-a, à luz do luar.

E o Itacolomi, distante,
É ilha, qual sentinela
Que do mar vigia aquela,
Linda mulher repousante,
Feito ciumento amante
Numa fleuma de tarado.
Fiel, o leal soldado
Dá à deusa proteção,
A belíssima Armação,
Qual sentinela avançado.

À esquerda da Cancela
Tem a Praia do Curral,
Depois Manguinhos. O tal
Nome que tem, é sequela
De um mangue que havia nela,
No rio do Miguel Inácio.
Seria a praia um prefácio
De outras, feita a leitura
Do texto que se afigura
À lição do cartapácio.

Vem “Praia dos Alemão”,
Na sequência Fortaleza
Em que a mãe natureza
Fez de Pedra, a construção
De um forte de proteção
De algum ataque por mar,
O que deu nome ao lugar.
É uma praia de mar manso
E o baixio tem um avanço
Grande, até afundar.

Depois, Praia da Armação,
Até Praia das Pedrinhas.
E tu Quilombo? Tu tinhas
Que ser representação,
A mostrar que a escravidão
Não havia só além?
E, à frente um pouquinho, vem
A bela Ponta da Cuca,
Nome da velha caduca
Que lá vivia também.

Este é um reino encantado!
Doce e querida Armação,
O nosso amado torrão,
Que nasci e fui batizado.
Linda pátria! Um legado
Português de mesma linha
Dessa querida terrinha
E por amor ele fez
Miscigenação, talvez
Com o índio e o branco que tinha.

Quem me informou, agradeço:
Feda, filho da Batista 
E de Zé Silva, deu lista
De muitos nomes ao começo.
A seguir, como endereço
Que a Carta Náutica traz
Para essas partes de trás
De Armação, foi Carlinho
Rebelo. Deu em alinho
Os outros nomes, num zás.


ARMAÇÃO DE ITAPOCORÓI

47 comentários:

  1. Respostas
    1. Florbela Espanca … em belo poema ao SOL POENTE:
      https://mgpl1957.blogspot.pt/2018/02/sol-poente-de-florbela-espanca.html

      Artes com o coração … criatividade e bom gosto está de parabéns:
      https://asarteiricesdagracinha.blogspot.pt/2018/02/artes-de-coracao.html

      Vejam como bacalhau e ervilhas combinam na perfeição:
      https://ospetiscosdagracinha.blogspot.pt/2018/02/bacalhau-com-ervilhas.html

      E os meus passeios de fim-de-semana … tem sido por Coimbra:
      https://crocheteandomomentos.blogspot.pt/2018/02/passeio-de-um-domingo.html

      Para si que seja uma semana bem divertida!!!

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  2. Fui ver por onde andou, e por onde andaram os açorianos, será por aqui ?!

    https://www.youtube.com/watch?v=WDLckvHlS9Q

    https://www.youtube.com/watch?v=f15JB9OAwZM
    o sítio é lindíssimo e merece esse poema épico !!!
    os açorianos eram. colonos inteligentes e laboriosos ! Li que também foram para ai muito algarvios,
    aqui perto temos Armação de Pera :)
    gostei de vê-lo de regresso que continue a olhar para o mundo com os seus olhos de poeta!!!

    https://www.youtube.com/watch?v=RzZUFRXMRd0
    parece que estamos em Portugal :) até têm a festa do Espirito Santo !!!
    abraços
    Angela

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  3. Uma bela descrição do que foi vivido e apreciado nas belas férias. Parabéns amigo! Tenha um abençoado fim de semana. Abraços

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  4. Belíssima partilha!!
    Tenha um excelente fim de semana.

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  5. S´[o posso aplaudir esse belo passeio poético por entre cada uma dessas praias lindas que tens por perto. Adorei o trabalho! Valeu ler! Parabéns! abraços, tudo de bom,chica

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  6. Bom dia, Laerte

    Das suas férias e do dinamismo desses lugares. Tudo com nomes característicos e o meu amigo com a sua verve poética trazendo-os até nós e fazendo-nos parte dessa História, antiga e actual.

    Abraço

    Olinda

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  7. Y lo que has vivido en esos días, te ha calado tan hondo, que ha sido un placer,mientras leía tus versos, imaginarme la belleza de esas playas, los paisajes de los alrededores y ese mar que acaricia la costa.
    Te deseo una feliz semana.
    Cariños.
    kasioles

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  8. A julgar pela sua descrição um paraíso cercado de praisa. 7 se não me enganei a contar.
    Abraço

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  9. https://poemasdaminhalma.blogspot.pt/
    Olá caro Laerte, Bons olhos o vejam!
    Depois dessas férias fogosas,
    Muito tem para contar, mas antes que me esqueça, meus parabéns lhe quero dar!!
    Da praia, do mar, e da terra
    embarcou na caravela
    e só parou em alto-mar…
    Linda é a sua prosa
    muito tem pra nos contar,
    da cultura, dos costumes,
    dos viveres e dos arrumes
    e desse lindo lugar…
    Perdão, pelo meu desafio
    não perdeu fio, nem meada
    por mais que me esmerasse
    depois de ler me cansei,
    com tão linda poesia
    confesso que me encantei…
    Obrigada Laerte, pela sua visita e pelo seu lindo elogio.
    Adorei mesmo!...mas depois de umas boas férias
    Todas as baterias estavam por carregar. Desculpe!!
    Ás vezes gosto de brincar!
    Um abraço amigo e volte sempre.
    Luisa fernandes


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  10. Pois é, depois desta homenagem à Armação do Itapocoróy fico a pensar no por quê da demora da Academia Catarinense de Letras em eleger o meu amigo Laerte Silvio Tavares para ocupar uma cadeira por ser um poeta dedicado a escrever seus poemas com tema da cultura do seu Estado, em especial do litoral, que tem em suas raízes o que herdou de Portugal, tanto do continente como a Ilha de açores.
    Parabéns poeta, pela crônica poética e pelo belíssimo poema, que nasceu da alma, do talento de poeta e do conhecimento de tua amada Armação e do litoral catarinense.
    Estamos te recebendo, de volta das merecidas férias em Armação, com as nossas boas-vindas.
    Um grande abraço Laerte, para ti, tua esposa e o filhão Arthur.
    Pedro.

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  11. Maravilha, Laerte! Mas dando uma guinada em outra direção, que chamou muito minha atenção, é o amor que cantas à tua querida Terra! Que bonito é esse sentimento, é como se fosse e é, na realidade, um agradecimento contínuo, um orgulho saudável! E eu sei disso, também adoro meu Rio Grande, por isso entendo tão bem esse teu sentimento. Já li muitas linhas bonitas aqui ditas para tua Terra, teu chão. E isso, esse amor, só pode inspirar versos belos, pois sai lá do fundo do coração. Parabéns, meu amigo!
    Beijos pra todos vocês, estão voltando 'zerados' para começar o ano!
    Que bom!
    Até!

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  12. Seja bem regressado ao nosso convívio.
    Aquele abraço, boa semana

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  13. Olá, Laerte
    Foi um enorme prazer vê-lo de novo na minha "CASA".
    Agradeço suas gentis palavras. Aguardemos o eclodir da borboleta :)))
    Esta postagem é uma maravilha. Não há dúvidas que somos irmãos - países irmãos - os meus antepassados andaram por aí a fazer das suas... :)))
    O poema é lindíssimo, descrevendo essa terra que, a avaliar pelos seus versos, deve ser digna de ser visitada! Então eu, que adoro praia, mar de águas cálidas, e o bendito sol!
    Adorei!

    Votos de uma boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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  14. Então, foi revigorar-se ao seu torrão natal..
    Torrão ou areão, é mais areão... sorrsss...
    A chácara na ilha pode dar frutos deliciosos, mas são os ares da Armação e o peixe fresquíssimo (que inveja!) que lhe dão a fantástica energia que se verifica na vibrante composição deste belo e brilhante poema.
    Memórias, férias e beleza natural são grandes inspirações.
    É tocante como recorda os seus ancestrais e os que povoaram aquela costa.
    Laerte, citei o seu nome no meu blogue, num 'post' que fiz sobre Bocage. Para ver como não me esqueço dos seus gostos.
    Continuação de dias felizes para si e família.
    Abraço, Amigo.
    ~~~

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  15. Que férias maravilhosas! E que facilidade em partilhá-lhas em prosa e poesia! Foi como se tivesse ido contigo. A história, a beleza do local e os portugueses ... Tudo me toca. E aqui deixaste o registo para qualquer um cobiçar.
    Parabéns, poeta e amigo Laerte.
    Beijinho.

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  16. Desejos de um ano feliz, que pela descrição começou bem.
    Abraço

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  17. Bom dia, Laerte, obrigada pela visita em meu espaço.
    Fico extasiada quando leio tanta escrita linda como a que está aqui em seu blog.Através de versos compôs um rico poema em homenagem à sua Terra, além de usá-lo para nos contar a história, poeta e escritor sabe como fazer para usar bem as palavras, merece a nota máxima, pois nos deu dois textos, um de prosa o qual complementou com um maravilhosos poema,e me deixou mais curiosa com tudo que nos contou. O poeta é uma mágico , pois faz das letras, pequenas palavras, e as usa para compôr lindo poema épico, eternizando assim os feitos de sua amada Terra.Parabéns! Abraço!

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  18. Grazie per essere passato da me e complimenti per il blog.
    Buona serata

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  19. Gentile Laerte ... nome importante legato a racconti epici, mi dispiace ma riesco a leggere solo usando il traduttore e questa già una gran fortuna !!!!... Il commento che mi ha lasciato mi è piaciuto molto così ricambio la sua visita e sono colpita per tanta sua bravura ... complimenti di cuore ... sono si daccordo non importa la bellezza esteriore quella che in ogni tempo si celebra ma quella dell'anima perchè la prima svanisce prima o poi mentre la seconda , se la si possiede rimarrà per sempre,... mi farà piacere leggerla e ancora grazie..
    giusi

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  20. E eu a precisar tanto de férias :)
    r: um advogado sério demais também não dá muito, nem um sorriso?? hummmm nãoooo lol
    Boa Quarta.
    Abraço

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  21. Olá Laerte
    Para mim o seu poema teve um sabor especial ao vê-lo enaltecer com tamanha paixão a sua terra amada com praias tão lindas, de pescado fresquinho e as ondas a marulhar. Essas delícias que aprecio somente em férias pois o meu amado Minas Gerais não dispõe das belezas do mar. O poema é espetacular caro amigo
    Laerte, grata pelas gentis palavras e elogios à minha pessoa que deixaste registrado no blog da querida Majo e também o seu carinho registrado no meu em doces e distintas letras
    Um abraço e meu carinho

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  22. Gostei bastante :)

    r: É muito bom quando gostamos do que fazemos, mesmo que seja por autonomia.

    Boa quarta-feira

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  23. Bom dia \o/
    Grata pela visita e comentário!
    Tão bom passar as férias num lugar aprazível
    e inesquecível...
    E seus versos em homenagem ao fascinante
    lugar, ficaram encantadores!
    Beijos!

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  24. Oi, amigo Silo!

    Grata por sua visita e versos sempre mto inspirados e talentosos.

    Lendo seu texto, se nota que suas férias foram excelentes e te proporcionaram prazer visual, mental e anímico.
    Armação pelo que você descreve é uma maravilha e nós, Portugueses, andámos por essas paragens. Os Portugueses deram mundos ao mundo, se costuma dizer e é bem verdade.

    Os versos são tão completos e há tanta praia por aí e não só, que fiquei extasiada perante sua capacidade descritiva. Foi como se eu tivesse estado lá, tb.

    Bom regresso, com net, preferencialmente, e um grande abraço.

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  25. Olá, Laerte

    Trago-lhe resposta ao seu comentário lá no Xaile. :)


    "Caro Laerte

    Fez-me lembrar um colega meu que sempre se me dirigia chamava-me assim: "Ó menina ó ai ó linda". Isso, parafraseando uma cantiga popular destas paragens, "ó ai ó linda". Também existe uma outra versão em toada de fado na voz de Amália:
    https://www.youtube.com/watch?v=lDnzMOg7VaI

    Muito obrigada pela sua presença e comentário.

    Abraço

    Olinda"

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  26. ¡Hola, estimado y admirado poeta!

    Es un exquisito texto que expresa un canto y encanto en estos versos bien logrados, homenaje a esa bellísima tierra de mar abierto que refleja a las mil maravillas la linda pintura que encabeza este post mágico.
    Gracias por tu buen hacer que siempre deleita los sentidos.

    Todo un placer pasar por esta tu casa y leerte.
    Te dejo un beso y mi admiración.

    Se muy -muy feliz.
    T

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  27. Caro amigo,

    Que maravilha esta leitura aqui, a sua
    arte poética espelhada na excelência
    literária e amor devocional
    à sua terra.
    Parabéns, Laerte pela sua competência
    literária de alto nível sempre!
    Grata pela gentileza e comentário
    ao seu estilo, com a generosidade
    da poesia-comentário.
    Deixo os meus votos de um feliz
    feriado de carnaval na harmonia
    e paz junto com a sua família!
    Grande abraço.

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  28. Una excelente presentación de tu entrada, en la parte narrativa donde ya nos avisas de esa delicia de lugar: Itapocoy, y qué belleza de lirismo, de tu poema recogidito, para mostrar ese sentimiento por un espacio paradisíaco, donde en la lectura de los versos, nos dejas ver que tienes un lugar. Tu poema hace que uno se enamore de este espacio, pergeñado con una emoción que enajena. Por lo menos yo me hesentido atrapado por la belleza de este rincón con vista al inmenso Atlántico. Guardadas las proporciones, me sentía con esa sensación de aislamiento y paz, que se siente, cuando visita en Colombia la edénica San Andrés.
    UN abrazo grande. Carlos

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  29. Poética e maravilhosa homenagem a Armação do Itapocoróy.
    Um grande abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  30. Belíssimo registo!
    Gosto tanto da sua poesia, e da sua facilidade em fazer tão belos poemas rimados!

    Boa semana, amigo.
    Abraço!

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  31. Somos la suma de tabtas huellas como preSentimientos han ido dejando los momentos en nuestras mejillas.

    Un abrazo de luz a tu luz

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  32. Armação, recanto especial para se admirar belezas, como a paisagem do porto da Praia da Companha com suas águas mansas, onde as embarcações miúdas de pesca ficam fundeadas ao abrigo da enseada.

    Belíssima postagem!

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  33. Trocar de ares é sempre bom, renova a energia e de uma certa forma modifica o olhar.
    Boa semana.

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  34. Bela descrição Laerte deste maravilhoso

    espaço que se sobressai, entre tantos,

    por manter suas belezas naturais

    e características, algo cobiçado por tantos

    nos atuais dias...

    Que a ignorância ambiciosa não o destrua.

    Grande abraço!

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  35. Buena descripción haces de la casla, tan buena que parecía que estaba en ella.
    Un abrazo, feliz semana.

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  36. Olá, querido amigo!

    Grata por sua visita e comentário tão carinhoso.

    Abraço e resto de feliz carnaval.

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  37. Olá, Laerte!
    Li e consegui mergulhar no mar, bronzear ao sol, passear na areia molhada, ouvir o "galo misterioso", apreciar a beleza da paisagem e até ouvir suspiro do poeta no último dia de férias.
    Quando se ama um lugar a poesia acontece.
    Perfeito, amigo.
    Abraço.

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  38. Se para quem como eu não faz a mínima ideia do local o poema já é qualquer coisa de soberbo, para quem o conhece deve ser uma coisa de antologia e com direito a figurar num museu local ou até na praça pública gravado em pelourinho a condizer.
    Os meus aplausos, de pé, por este brilhante poema.
    Bom fim de semana, caro amigo Laerte.
    Abraço.

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  39. Bom dia amigo Laerte! Com que fôlego fizeste a descrição de lugar tão belo...Santa Catarina é mesmo um lugar mágico, de belezas que fazem voltar todos os anos os turistas, pois não há como se aproveitar tantos lugares deliciosos em uma só viagem.
    Parabéns pelo presente que dás ao lugar, com versos tão ticos e coloridos!
    Abraços
    Bíndi e Ghost

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  40. ¡Hola Laerte!!!

    Paso para releer tu gran y exquisito poema el cual es placentero. Y dejarte mi agradecimiento por tu huella bonita.
    Siempre es un placer pasar por esta tu casa, tus letras enamoran, gracias.

    Te dejo un besito deseando tengas un bello fin de semana.

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  41. Eres poseedor de una magnífica inspiración lírica y literaria.

    Te dejo un abrazo.

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  42. Um local de que muito gosta! Disso ninguém ficou com dúvidas! Primeiro um texto falando um pouco da história do local, depois um poema bem conseguido, descrevendo até à exaustão cada praia, cada história ali vivida, enfim tudo quanto diz respeito a estas paragens belas.
    Um abraço
    Beatriz

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