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terça-feira, 31 de maio de 2016

Morre um Ilustre acadêmico da Academia Catarinense de Letras

O Professor Júlio de Queiroz foi velado ontem na Casa José Boiteux, sede das instituições que pertenceu e atuou com grande mérito - Academia Catarinense de Letras e Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Seu corpo seguiu ao crematório e suas cinzas serão espalhadas ao mar, em cerimônia a ser anunciada.

JÚLIO DE QUEIROZ

- IN MEMORIAM


E morre um imortal...
Júlio de Queiroz eis morto
E  é triste, mas há um conforto:
Seu legado excepcional

De obras e imaterial.
Ele em alma ou absorto
Chega glorioso ao porto
Do seu destino final.

Com Shakespeare vai velar
Suas matérias sem par,
Ambas de os enaltecer.

Os dois, no mesmo altar
Haverão de comungar  
Com o ser ou não ser do ser.   


sábado, 28 de maio de 2016

Flor do meu sonho

Te amo como um grito planetário
Ouvido aos quatro ventos recordados
De uma tarde mansa de setembro.
Te amo em primavera do teu corpo
Plantado em flor do amor jovem nascido.
Amo mais forte só pensar em ter-te
Como uma brisa mansa que se lança
Na minha tarde vã de esquecimento.
Qual vaga-lume, com um lume de sonho,
Eu sonho e desabrocha a brisa em flor
Dando mais luz ao limiar cerrado
De meus olhos imaginativos como a alma os fazem.
E na pequenez deste meu ser que sonha há mais.
Há um sonho enorme a realçar teu vulto de concreto ser,
Um ser que é doce como a brisa mansa e primaveril.

terça-feira, 24 de maio de 2016

                          MARÍLIA

Fostes a flor do jardim
Que não tive mais em mim.
Esse jardim existia
Pela tua companhia
Como sendo a linda flor
Florida em forma de amor.

            Hoje sem ti, triste, sinto             
Ser o tal jardim distinto
Daquele que a flor vivia
Deixando a vida vazia,
Vida minha sem sentido
Sem o meu amor florido.

Volte, Marília querida!
Venha devolver a vida
De um infeliz feito eu,
Pois Marília sem Dirceu
É como um jardim sem flor
Ou amantes sem amor.


Autor: Laerte S. Tavares


Veja parte da história de Marília e Dirceu no blog:
Linhas Ecléticas

sexta-feira, 13 de maio de 2016

COMEMORAÇÕES



AVE MARIA


Valei-me Nossa Senhora
Para que eu produza agora
Algo lindo em Seu louvor
Com fé, ternura e amor.

Hoje o cristão comemora
Por todo o universo afora
O Seu dia, com fervor
E seja com a atenção que for.

Eu, de humildade extrema,
Faço a Vós este poema
Simples como Vossas vestes.

Minha oração tem por tema
O amor que é meu mote ou lema,
E com a inspiração que Vós destes.


SALVE A PONTE HERCÍLIO LUZ


A Ponte Velha faz anos!
São noventa – longa idade,
Mas posa feita a beldade
De trejeitos soberanos.

E há nela traços humanos
De certa religiosidade
Em bênção à toda cidade
A maus-olhados insanos.

As catenárias são braços
Pra cima a altos espaços,
Com a estola tocando ao mar.

Evoca o Senhor dos Passos
Contra todos os percalços
E a benze, do seu altar.


TREZE DE MAIO 

Treze de maio é um dia
De evocação à vergonha
Pela sevícia medonha
Perpetrada com ironia.

Hoje, a cidadania
Faz mea-culpa tristonha,
Olha pra trás e nem sonha
Qual a tamanha agonia.

Nem tocar se deve, pois
No antes, só no depois
Do dia treze de maio.

Oh brasileiros, vós sois
Um povo só. Não são dois.
Senhorio foi o lacaio.

domingo, 8 de maio de 2016

Tainha




















“Em Florianópolis, antes...
Como era “de primeiro”,
Começava por janeiro ...
A todos os habitantes
De profissão ou amantes
A tal pesca de tainha,
Porque o trabalho tinha
Que começar no verão
Pra tudo estar pronto, então,
Na hora que o inverno vinha...

E assim fica a ilha cheia
Por toda a orla marinha
De cardumes de tainha
Que quase encalham na areia,
Desde Armação – da baleia,
Volta à ilha, aos Naufragados.
Por quase todos os lados,
Há canoas lanceando
E a faina só para quando
Vir agosto – por meados...”

Do livro Ilha de Idílios