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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ALHEAMENTO

 

Entre a vigília e o sono – o alheamento

Nem sei quem sou – se eu vegeto ou vivo.

Um sonho sem razão vem sem motivo

E com razão, influi no sentimento.

 

Precisamente aí nesse momento,

Surge o amor tão forte e incisivo

A distorcer o sonho onde derivo

Que por razão me faço sonolento

 

Para sonhar amor justo conforme

Uma vigília dele, e não se dorme

Pra não perdê-lo no sono profundo

 

Em pesadelo, e ao sonho multiforme

O amor levita se tornando enorme


Feito o resumo inteiro deste mundo.

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